Senso comum

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  • Publicado : 10 de março de 2013
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filosofia: do senso comum ao senso crítico
Capítulo I
Filosofia: do senso comum ao senso crítico
1. O QUE É SENSO COMUM?

Em nossa conversa diária com as pessoas, surge umasérie de opi­niões sobre os mais variados assuntos. Na maioria das vezes, essas opi­niões informais, que ouvimos ou emitimos em nossas conversas, refletem conhecimentos vagos, superficiais ouingênuos a respeito dos inúmeros lemas que abordamos. Isto é, conhecimentos pouco profundos, adquiri­dos ocasionalmente no cotidiano, sem uma procura séria e reflexiva por parte daspessoas.
A título de ilustração, podemos dizer que faz parte do senso comum uma infinidade de "frases feitas", repetidas irrefletidamente, rio cotidia­no, como as seguintes: homem que éhomem não chora; o brasileiro é um povo pacífico; querer é poder; filho de peixe, peixinho é; Deus é a única esperança etc.
Esse tipo de conhecimento mediano, compartilhado pela maioriadas pessoas, constitui o chamado senso comum. Pertence ao senso co­mum um vasto conjunto de concepções a respeito dos mais diferentes te­mas. Freqüentemente, essas concepções estãoimpregnadas de noções falsas, parciais ou preconceituosas. Entretanto, o senso comum não é formado, apenas, por concepções falsas ou incorretas mas, também, por concepções verdadeiras. O que ascaracteriza, portanto, é o fato de serem produzidas por conhecimentos soltos, superficiais, que não nasceram de reflexões profundas e abertas.
O conhecimento do senso comum possui,habitualmente, as seguin­tes características gerais:
· imprecisão: conceitos vagos, sem rigor, que não definem claramente seu conteúdo e seu alcance;
· incoerência: associação, nummesmo raciocínio, de conceitos con­traditórios, que se anulam em termos lógicos;
· fragmentação: conceitos soltos, que não abrangem, de modo am­plo e sistemático, o objeto estudado.
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