Schleiermacher e a hermenêutica

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Para Schleiermacher a arte da exploração está fora da hermenêutica, pois esta se liga a criação de um discurso. Ele colocando a questão de como toda a expressão lingüística, escrita ou falada, é compreendida, propõe que a hermenêutica é a arte de ouvir, na qual o ouvinte recebe meras palavras e tenta adivinhar o significado, desta forma a hermenêutica é uma certa forma de diálogo com a expressão lingüística.
Para explicar tal fenômeno, Schleiermacher recorre ao círculo hermenêutico. A compreensão é o inverso da composição, pois parte do já expresso e tenta refazer o caminho da expressão (reconstrução). Neste processo são observados dois momentos: um gramatical e outro psicológico. No círculo hermenêutico vemos que a expressão é compreendida pelas partes, e a parte dá sentido ao todo. Para solucionar esta contradição lógica que aparece no círculo hermenêutico, Schleiermacher nos diz que “a lógica não valida totalmente as tarefas da compreensão”[3]. Há uma espécie de salto onde compreendemos as partes e o todo ao mesmo tempo. Desta forma a hermenêutica é intuitiva. Porém para que tal processo ocorra é necessário uma compreensão compartilhada, ou seja, uma comunidade de sentidos partilhada entre quem fala e quem ouve, desta forma além da intuição, a hermenêutica também é comparativa, pois parte de algo previamente conhecido ou compartilhado.
Como dissemos, para Schleiermacher há dois momentos da interpretação, um gramatical e outro lingüístico. Em ambos momentos atua o princípio do círculo hermenêutico, enquanto no primeiro momento se trata da busca da compreensão do texto enquanto algo tirado da linguagem, no segundo se trata de compreender o discurso como fato no pensamento daquele que fala. No primeiro caso se estuda a expressão em sua relação com a língua, tanto na estrutura das frases como nas partes interatuantes do texto, e também a relação da obra com outras obras equivalentes. Da mesma forma, no segundo caso observamos a vida do autor contrastado com

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