Sala de vacina

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  • Publicado : 23 de novembro de 2011
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APRESENTAÇÃO

Este MANUAL DE SALA DE VACINA foi especialmente construído para ajudar a normatizar as atividades de vacinação, na tentativa de contribuir para o aprimoramento da qualidade da assistência à saúde da população. Constitui-se num roteiro de procedimentos a ser utilizado nas diversas salas de vacina, para que sejam obtidos resultados satisfatórios.

Por conseguinte, também foipensado para ser um instrumento de consulta e de disseminação de saberes: uma ferramenta de aprimoramento da prática assistencial, um eixo norteador, voltado para o nível de atenção primária de saúde, onde residem a promoção e a prevenção de saúde.

É preciso, entretanto, que todos os diversos profissionais envolvidos na atividade de vacinação, tenham agregado ao conhecimento, também o compromisso defazer acontecer, com responsabilidade.

E para quem tem essa responsabilidade, este manual possibilitará um desempenho mais satisfatório dessa atividade, pois se constitui num parceiro importante no esclarecimento e atualização. Convém ressaltar ainda, que Saúde Pública não é responsabilidade exclusiva dos profissionais da área de saúde, mas atribuição de toda a sociedade, que deve estardevidamente informada, para que possa exercer uma cidadania plena, contribuindo, efetivamente, para o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida das comunidades.

Agradecemos à equipe que participou ativamente da construção deste instrumento, na tentativa de contribuir para o alcance da excelência no processo de trabalho, e esperamos que toda a sociedade possa se beneficiar.

MARIA CÉLIA DEALBUQUERQUE TORRES
COORDENADORA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE

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CAPÍTULO I

VACINAÇÃO DE ROTINA

VACINA BCG – ID[pic]

INDICAÇÃO: prevenção de formas graves da primoinfecção pelo Mycobacterium tuberculoses, prioritariamente, em crianças de 0 a 4 anos.

CONTRA-INDICAÇÃO: RN com peso inferior a 2 kg, presença de afecções dermatológicas em atividade na região do deltóide, imunodeficiência,tratamento prolongado com dose elevada de imunossupressor por mais de duas semanas.

COMPOSIÇÃO: bacilos vivos atenuados da cepa de Mycobacterium bovis.

APRESENTAÇÃO: liofilizada em frasco-ampola multidoses, acompanhada de diluente específico.

CONSERVAÇÂO: +2 a +8ºC.

DOSE E VOLUME: dose única, de 0,1 ml, a partir do nascimento. Não existe reforço.

• Crianças que nãoapresentarem cicatriz, após 6 meses da aplicação, deverão ser revacinadas.

• Vacinação de comunicantes intradomiciliares de hanseníase: duas doses com intervalo mínimo de seis meses entre as doses.

• Considerar a cicatriz vacinal como primeira dose, independente do tempo de aplicação, e sempre mediante a indicação do Programa de Hanseníase.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO: ID, na inserção inferiordo músculo deltóide direito.

VALIDADE PÓS-ABERTA: 6 horas.

EVENTOS ADVERSOS: úlcera com diâmetro maior que 1cm e, mais raramente: linfadenopatia regional não supurada, linfadenopatia regional supurada, abscessos cutâneos (frios ou quentes), cicatriz quelóide e eventos resultantes da disseminação do agente vacinal, tais como lesões semelhantes aos vários tipos de tuberculose.

VACINACONTRA A HEPATITE B (HB)[pic]

INDICAÇÃO: prevenção contra a hepatite B, em crianças e adultos de qualquer idade.

A partir do nascimento até 19 anos: toda a população, indistintamente, nas unidades básicas.

De 20 até 30 anos: nas unidades básicas.

Grupos de risco: profissionais de saúde; comunicantes sexuais de portadores da Hepatite B; doadores de sangue e convívio domiciliarcontínuo com pessoas portadoras de VHB.

Encaminhar ao Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) para usar vacina importada:

Indivíduos com mais de 30 anos, pertencentes aos grupos de risco, anteriormente citados;

Demais grupos de risco em qualquer idade, independente de faixa etária: Vítimas de abuso sexual; Vítimas de acidentes com material biológico positivo...
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