Romantismo

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* Introdução
* O romantismo em Portugal
*
Características do romantismo em Frei Luís de Sousa
-O culto do eu;
- Liberdade e Nacionalismo;
-A crença no Sebastianismo;
-Mulher-anjo e mulher - demónio;
-Mito do escritor romântico;
-Elevada religiosidade;
-Amor;
-O domínio do sentimento sobre a razão;
-Crenças em agouros.

* Conclusão

Introdução

Este trabalho temcomo tema as características do romantismo em Portugal, nele podemos ficar a saber como surgiu o romantismo em Portugal e as suas principais características.
Após esta breve explicação podemos ficar a saber as características românticas que se encontram na obra, o seu significado e também as personagens a que estão relacionadas.

O Romantismo


Na primeira metade do século XIX, nomeadamentea partir de 1825, aquando a publicação do poema dramático Camões de Almeida Garrett, dá-se a introdução e a difusão do romantismo em Portugal.
Este movimento estético – literário, no início do século opõe-se ao neoclassicismo do século XVIII, caracterizando-se principalmente pela:

* O culto do eu;
* Exaltação do sentimento face ao convencionalismo;
* Liberdade;
* Gosto pelasolidão;
* Amor;
* Predomínio do sentimento sobre a razão:
* Nacionalismo;
* Obsessão da morte;
* Preferência pela noite;
* Crença no progresso;
* Gosto pela evasão;
* Reinvenção da História;
* Libertação da rigidez das normas clássicas;
* Valorização da prosa enquanto discurso literário;
* Adopção de uma linguagem espontânea e informal.

CaracterísticasRomânticas em Frei Luís de Sousa

O culto do eu

O culto do eu é caracterizado pelo individualismo, a afirmação da personalidade face ao mundo exterior.

Esta característica romântica é apresentada na obra pelas personagens, Manuel de Sousa Coutinho, D. Madalena e D. Maria.
* Manuel de Sousa Coutinho, no final do primeiro acto, afirma a sua rebeldia no desafio aos governadores.“Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. Suas Excelências podem vir, quando quiserem.”Acto Primeiro, Cena XII, 2
* D. Madalena quebra o modelo moral da sociedade casando pela segunda vez sem o seu primeiro marido ter sido dado como morto, procurando a felicidade. ''(...) este medo, estes contínuos terrores, que ainda não me deixaramgozar um só momento de toda a imensa felicidade (...)'' Acto Primeiro, Cena I,1
* D. Maria, mostra o seu individualismo ao afirmar que o seu direito á felicidade, ultrapassando o código moral da sociedade. ''(...) Que me importa a mim com o outro? (...) '' Acto Terceira, Cena XI, 4

Liberdade e nacionalismo

A liberdade e o nacionalismo são demonstrados pelo amor á pátria e o idealismoguerreiro.

* O amor á pátria, esta presente na personagem de Manuel de Sousa Coutinho na sua atitude precipitada de deitar fogo ao palácio. ''Parti! Parti! As matérias inflamáveis que eu tinha disposto vão-se ateando com espantosa velocidade.'' Acto I, Cena 12, 4
* O apoio que D. Maria dá ao seu pai mostra o seu idealismo guerreiro. ''Meu pai, nós não fugimos sem vós.'' Acto I, Cena 13,6
* Ambas as personagens desejam a liberdade da sua pátria.

A crença no Sebastianismo

Pelo facto histórico de Portugal, após a batalha de Alcácer Quibir ter ficado dominado pelos espanhóis, várias personagens desta obra acreditavam no regresso de D. Sebastião, de modo a Portugal voltar a ser independente.
* Esta crença é manifestada por Telmo (Não apresenta nenhum exemplo concreto,no entanto, numa conversa com D. Madalena, esta diz: ‘’(...) as tuas alusões frequentes a esse desgraçado rei D. Sebastião, que o seu mais desgraçado povo ainda espera em sua leal incredulidade.’’) e D. Maria (''(...) ninguém nesta casa gosta de ouvir falar em que escapasse o nosso bravo rei, o nosso santo rei D. Sebastião.’’), e é refutada por D. Madalena e Manuel de Sousa Coutinho, pois se...
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