Rituais valores cultura de angola

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  • Publicado : 12 de outubro de 2012
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valores
culturais bantu dizem respeito as culturas e tradições bantu, as línguas, nomes, usos e costumes e ao modo de ser, estar e de se comportar banto.
O resgate dos valores morais, cívicos e culturais devia ser feito em línguas nacionais, revalorizando-as ao mesmo tempo. Assim, matavam-se dois coelhos com uma só cajadada – como se diz.
No que diz respeito à língua, as famílias devem ter ocuidado de criarem seus filhos nas suas línguas. Pois, uma língua que não é falada pelas crianças tende a desaparecer, como acontece actualmente com a língua Kimbundu.
O Kimbundu é a língua falada pelo povo da etnia do mesmo nome que habita a faixa de terra estendida entre Luanda, Bengo, Kwanza-Norte e Malange.
Outrora, o Kimbundu era falado na capital de Angola (Luanda). Hoje, raras são aspessoas que o falam. Mesmo os próprios donos da referida língua têm dificuldades de a falar genuinamente.
As línguas nacionais devem ser ensinadas nas escolas localmente e faladas pelos governantes e pelas populações e usadas na função pública e privada a todos os níveis.
Por seu lado, os nomes traduzem a origem de uma pessoa. Os colonialistas viveram muitos anos nos países colonizados, mas nãoadoptaram os nomes dos colonizados e não abandonaram os seus nomes de origem. No caso preciso dos portugueses que colonizaram Angola durante cerca de cinco séculos (cerca de 500 anos), eles não adoptaram os nomes bantu deste país.
Para perverter os valores culturais bantu, os colonialistas impuseram aos indígenas os nomes europeus, dizendo que os nomes bantu eram de atrasados, cães, macacos,matumbos e sanzaleiros.

Criaram um complexo de inferioridade entre os autóctones, que foram incitados a rejeitar os seus nomes e a sua originalidade.
Hoje, pelos nomes, muitos Angolanos confundem-se com os europeus.
Aqueles que têm nomes bantu, estes (nomes) são adulterados de maneira a aportuguesá-los. Em vez de Nkanga (Kanga ou Canga, amarrar, prender, apreender, deter). Mpanzu por Panzo,Nkondo (Embondeiro) por Kondo ou Condo, etc.
Também deformaram a pronúncia dos nomes bantu.
Os nomes indígenas eram deformados durante o registo: Sita (Estéril) para Esteves, Nuni (Ave ou pássaro) para Nunes, Mvika para Viegas, Yingila por Ingila, etc. Trocam a ortografia e a fonética dos nomes bantu.
No que concerne a contradição entre Angolanidade e Africanidade, a primeira (angolanidade oucultura de assimilação europeia) entende que uma família é formada pelos pais (pai e mãe) e seus filhos ou pelos pais e seus filhos não casados; enquanto para a segunda (africanidade), uma família é larga e matriarcal, integrando todos os membros oriundos de um mesmo ancestral materno.
O conceito bantu de família é diferente. Para a africanidade, uma família é um clã, Kanda, em língua kikongo.Uma família bantu (kanda-singular, makanda-plural) não é composta apenas de pai, mãe e filhos. Ele é largo e matriarcal. É o conjunto de todos os descendentes por via matrilinear.
Uma família bantu é matriarcal, porque ela é feita pela mulher. Esta (a mulher) é a base de um clã. E o Kanda é dirigido por um chefe escolhido entre um membro que reúne os requisitos tradicionais necessários. O chefe doclã é chamado Nkulubundu.

O título de Nkulubundu é vitalício, pois ele é substituído só depois da morte.
Um pai não é da mesma família que os seus filhos. Os filhos pertencem à família da mãe.
O clã materno do pai é a família paterna dos filhos - Kise.
O clã paterno do pai é a família de Avó dos filhos - Kinkayi.
Todos os membros das famílias (materna e paterna) do pai são chamados Pai,tia ou avó, independentemente da sua idade.
Um irmão, sobrinho ou neto materno do pai é pai, pouco importa a sua idade.
Na ausência do pai biológico, quem assume a paternidade é qualquer membro do clã materno do pai, nem que seja um bebé no colo. Quando se pergunta pelo pai, apresenta-se o bebé. Desde que este seja irmão, sobrinho ou neto materno do pai.
É bom esclarecer que na cultura bantu,...
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