Resumos os maias

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O jantar no Hotel central
 
Neste jantar, Ega pretende homenagear Cohen, o marido de Raquel, a quem Ega estava apaixonado e com a qual mantinha uma relação. Em roda da mesa surgiram assuntos do foro literário e politico que permitem ter uma noção da situação de Portugal.
Literário: Alencar defende o Ultra-Romantismo enquanto que Ega o Realismo/Naturalismo (mostra uma sociedade dominada porvalores tradicionais, que se opõe a uma nova geração, a geração de 70 representada por Ega). Este defende exageradamente a inserção da ciência na literatura.
Político: Ega crítica a decadência do país e afirma desejar a bancarrota e a invasão espanhola.

A corrida de cavalos
 
É uma sátira ao desejo de imitar o que se faz no estrangeiro, por um esforço de cosmopolitismo, e ao provincianismo doacontecimento. As corridas de cavalos permitem apreciar de forma irónica e caricatural uma sociedade que vive de aparências.
O comportamento da assistência feminina é naturalmente caricaturado. A conformidade do vestuário à ocasião parece não ser a melhor e acaba por traduzir a falta de gosto e, sobretudo, o ridículo de uma situação que se pretende requintada sem o ser.
As corridas servem, paraEça, criticar a mentalidade e o comportamento da alta burguesia:
- O aborrecimento, motivado pelo facto das pessoas não revelarem qualquer interesse pelo evento.
- A desordem, originada pelo jóquei que montava o cavalo "Júpiter" e que insultava Mendonça, o juiz das corridas, pois considerava ter perdido injustamente em detrimento do Pinheiro, que montara o Escocês e que obtivera a vitória por seríntimo de Mendonça. Tomava-se partido, havia insultos, até que Vargas resolveu com um encontrão para os lados desafiar o jóquei – foi, então, que se ouviu uma série de expressões como "Morra" e "Ordem", se viram chapéus pelo ar, se ouviam baques surdos de murros

Capítulo I
   A história de “Os Maias” começa no Outono de 1875 quando Afonso da Maia se instala numa das casas da família, oRamalhete. Durante vários anos esteve desabitada e servia apenas para guardar as mobílias do palacete de Benfica, que fora vendido. Carlos, o seu neto de Afonso é a única família que lhe restava, tinha acabado o curso de Medicina em Coimbra nesse ano e queria abrir um consultório em Lisboa, razão pela qual Afonso decidiu deixar Santa Olávia, a sua quinta no norte do país, e acompanhar o neto para Lisboa.Afonso da Maia, agora velho e calmo, fora um jovem apoiante do Liberalismo, ao contrário do seu pai, um Absolutista. Por esta razão, Afonso foi expulso de casa, mas, por influência de sua mãe, foi-lhe oferecida a Quinta de Santa Olávia. Alguns anos depois, Afonso partiu para Inglaterra, onde esteve algum tempo, mas de onde teve que voltar devido à morte do seu pai. Foi então que conheceu a mulhercom quem viria a casar, D. Maria Eduarda Runa, de quem teve um filho e com quem partiria para o exílio, de volta a Inglaterra. Porém, D. Maria Eduarda, mulher de fraca saúde e católica devota, não se habituou à falta do sol quente que tinha em Lisboa nem ao Protestantismo. Assim, ordenou a um bispo português que viesse educar o seu filho, Pedro, já que não consentia que o seu filho fosse educadopor um inglês, muito menos num colégio protestante. Por isso, apesar de Afonso se tentar impor, Pedro cresceu frágil, medroso e excessivamente mimado pela mãe. Algum tempo depois, a doença de D. Maria Eduarda agravou-se e a família voltou para Lisboa, onde ela acabou por morrer, causando um enorme desgosto no seu filho Pedro. Um dia, Pedro, recuperado do luto, apaixonou-se por Maria Monforte, umamulher muito bela e elegante, filha de um negreiro. Por causa disto, Afonso da Maia opôs-se fortemente à relação do seu filho com Maria Monforte, mas, apesar disso, eles casaram-se às escondidas e partiram para Itália, deixando Afonso sozinho e desgostoso com a atitude do seu filho, cujo nome não foi pronunciado durante muitos anos naquela casa.
o      Capítulo II
   Pedro e Maria casam às...
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