Resumo filosofia - conhecimento, descartes e david hume

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Resumo Filosofia - COnhecimento, Descartes e David Hume
Conhecimento:
* Crença verdadeira racionalmente justificada;
* Produto da relação entre um sujeito e um objecto.

* Sujeito: quem desenvolve a atividade conducente ao conhecimento, como por exemplo pensar, percecionar, etc.
* Objecto: tudo o que pode constituir um tema possível à investigação por parte do sujeito, e que évisado por um sujeito ou uma consciência.

O que torna a consciência capaz de se referir aos objetos é a intencionalidade: propriedade dos atos mentais que permite que estes sejam dirigidos para os estados de coisas que formam o mundo.
A intencionalidade torna o conhecimento possível, mas nem todos os atos intencionais produzem conhecimento.

Acreditar que p é uma condição necessária parater conhecimento que p, mas não é uma condição suficiente.
Ter conhecimento implica ter uma crença, mas não uma crença qualquer. Eu não poderia saber que a Terra é plana porque é falso que a Terra seja plana, mesmo que acreditasse nisso.
Se não posso ter conhecimentos falsos, posso ter opiniões falsas. Esta característica é suficiente para distinguir conhecimento de opinião. Para haverconhecimento de p é preciso ser verdade que p. Mas acreditar numa proposição verdadeira não basta para haver conhecimento: a verdade é apenas uma das condições necessárias, e não suficiente pois tem de haver a crença justificada (implica justificação porque necessitamos provas da verdade).
Ter conhecimento é diferente de ter opinião/palpite. Opinião é achar que algo é de tal forma, enquanto queconhecimento depende da verdade da crença e da justificação da mesma.

Como se processa o conhecimento:
Sujeito Objecto
Há uma relação entre o sujeito e o objecto porque o sujeito necessita sair de si para conhecer o objecto, e depois, regressa a si mesmo com as características do objecto transformando-as em conhecimento.

SujeitoObjecto
(Cognescente) (Conoscível)

Altera-se, integrando as características do objecto.

Não se altera, mantém-se transcendente ao sujeito.

Descartes:
O projeto cartesiano
Racionalismo: consiste em acreditar nas ideias inatas e no raciocínio logico através da razão. É a doutrina que atribui à razão humana a capacidade exclusiva de conhecer e estabelecer a verdade, é então,o absolutismo da razão.
O racionalismo opõe-se ao empirismo (doutrina que dá importância ao pensamento em função da experiência), colocando a Razão independente da experiência sensível, ou seja, rejeita qualquer intervenção de sentimentos.
Segundo Descartes, demonstrar que o conhecimento é possível implica colocar todos os conhecimentos ordenados hierarquicamente e indicar pelo menos umaproposição intrinsecamente fiável que servia de fundamento às restantes proposições. Isto é designado por Fundacionismo. Assim, o principal mérito do Racionalismo foi ter sublinhado a importância da razão no conhecimento humano.

Descartes propôs-se responder ao problema céptico, pois os céticos acreditam ser impossível a justificação racional das nossas crenças (conhecimento), para que estassejam aceites como verdadeiras.
Podemos superar o desafio céptico aceitando que há proposições tão evidentes que não necessitam de justificação, a sua verdade não depende da verdade de outra proposição. Estas proposições são chamadas de intrinsecamente fiáveis. Um exemplo de uma proposição deste tipo é “penso, logo existo”.

A dúvida metódica
As nossas crenças baseiam-se em informação obtidapelos nossos sentidos. Logo, que razões tenho para afirmar que os meus sentidos são fiáveis? É neste ponto que Descartes inicia a tentativa para responder ao céptico. Em geral os sentidos são bastante fiáveis, pensamos nós. Então para derrotar o céptico é necessário colocar em dúvida os sentidos? Descartes pensou que sim.
A dúvida é apenas o método a que Descartes decidiu recorrer para mostrar que...
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