Resumo de fichamento - social

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  • Publicado : 10 de abril de 2013
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• Não é possível se estabelecer relações exatas de correspondência entre as diversas teorias psicológicas existentes e os pressupostos filosóficos a elas subjacentes, uma vez que se depara, neste contexto, com um complexo de noções irredutíveis entre si.
• Por outro lado, é também impossível se concluir por uma linearidade na história da Psicologia, já que a diversidade teórica que se instalouneste campo de conhecimento, quase que simultaneamente, não permite falar de evolução de uma para outra teoria, mas de oscilações entre uma e outra teoria, em consonância com a sua base epistemológica e com as circunstâncias sócio-culturais dos países nos quais emergiram. Isto significa que as teorias psicológicas produzidas não estão fundadas nos mesmos pressupostos, o que faz com que cada umadelas tenha seguido o seu próprio curso de desenvolvimento. Daí, alguns autores se referirem, em função da persistência desta diversidade e apesar do surgimento de esforços de unificação, não a uma história da Psicologia, mas às várias histórias da Psicologia.
O que esta introdução pretende, portanto, é mostrar que a Psicologia, a exemplo do que ocorreu com as demais ciências, teve como berço osconhecimentos filosóficos que buscavam, ao longo dos séculos, explicar os fenómenos do universo e a própria natureza humana. Essas explicações deram origem aos principais eixos epïstemológicos que embasam, uns mais outros menos, as várias teorias psicológicas da atualidade.
Os primórdios da construção do conhecimento sobre o psiquismo humano datam de época tão remota que coincidem com as primeirasmanifestações do homem em tentar compreender o meio circundante, meio definido pelas coordenadas de espaço e tempo.
O homem primitivo, por não possuir noções naturalistas acerca dos acontecimentos de seu meio e de si próprio, atribuía às forças superiores e externas o controle e a dinâmica dos eventos. Da mesma maneira que interpretava os acontecimentos do meio ambiente sob uma perspectivaanimista e antropomórfica, explicava o comportamento humano através da mística, da religião e da superstição, sem se ater a uma reflexão crítica. Esta perspectiva antropomórfica e animista é que fez com que o sol, a lua, a terra, os animais, as plantas, da mesma maneira que as emoções, o pensamento e as ações humanas fossem interpretados como decorrentes de forças exteriores, dos deuses, de espíritos ecorrelates. Os gregos da antiguidade, por exemplo, acreditavam que as moiras, divindades da mitologia grega, dirigiam o movimento das esferas celestes, organizavam a harmonia do mundo, assim como determinavam a sorte dos homens. Uma das moiras, Cloto, fiava e tecia os destinos dos mortais. Laquesis punha o fio no fuso, e Átropos cortava,
impie-dosamente, o fio que media a vida de cada indivíduo.Tanto os eventos do meio ambiente, quanto a ação e o comportamento humano, neste mito, são ligados aos desígnios dos deuses e, portanto, fora do controle das pessoas.
Esta visão mítica e supersticiosa do mundo e do comportamento humano difere grandemente da visão filosófica. Enquanto no mito e na superstição não existem categorias de análise logicamente sistematizadas, sendo o conhecimento, daíadvindo, parcial, assistemático e emocional, o conhecimento filosófico é organizado de modo racional e lógico.
O conhecimento filosófico se desenvolveu na história ocidental, a partir do século Ví a.C. com o advento da filosofia grega.
Uma das características mais marcantes desta outra maneira de construir conhecimentos é a utilização da razão lógica, através de demonstrações e argumentações,como método de análise. O esforço da filosofia grega dirigiu-se para uma explicação racional de mundo: do mundo da natureza, do mundo do espírito, do mundo da arte, do mundo da técnica e do mundo da política.
No primeiro período da filosofia grega, denominado p ré-socrático, o interesse dos pensadores se dirigia mais para a natureza ou cosmos, uma vez que procuravam a causa ou o princípio...
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