Resumo cap. iii do livro o suicídio, de émile durkheim

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  • Publicado : 3 de outubro de 2012
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Resumo Cap. III do Livro O Suicídio, de Émile Durkheim

No capítulo III do livro O Suicídio, Durkheim discute quais seriam as consequências práticas que o ato em si traz para a sociedade, e qual a atitude que as sociedades de sua época deveriam adotar a seu respeito.
O autor trata do assunto como um fenômeno de patologia social, um elemento normal da sociedade que estápresente em todas as constituições sociais. O direito e a moral nunca permaneceram indiferentes ao suicídio, e ele sempre teve bastante importância para atrair o olhar da consciência pública, existindo até correntes “suicidógenas” desde a antiguidade, e que foram mais ou menos intensas conforme as épocas em que se passaram.
Durkheim estudou as causas do suicídio, classificando-as deacordo com suas características, em três tipos:
Suicídio Altruísta: quando a opinião coletiva é mais considerada do que a própria opinião. Neste caso podem ocorrer de duas maneiras, como quando os indivíduos se veem sem importância ou oprimidos pela sociedade, e quando sacrificam-se a si mesmo por um grande ideal de sua sociedade (como os homens-bomba, por exemplo). No primeiro caso, oautor avaliou uma maior ocorrência com as sociedades inferiores, que muitas vezes eram subordinadas a outras sociedades superiores, e não davam valor a si mesmos, preferindo a morte do que a subordinação.
Suicídio Egoísta: esse tipo de suicídio se dá quando um certo grupo (seja ele religioso, político ou familiar) se desintegra, e o indivíduo se vê sozinho, individualiza-se, e, semqualquer amparo ou ajuda, suicida-se.
Suicídio Anômico: acontece quando a pessoa não encontra mais razão nenhuma para viver, seja por problemas familiares como também pela grande pressão profissional. A moral do indivíduo pode lhe dar uma ideia muito elevada de si mesmo, seus desejos e ambições transbordam, ele não consegue progredir o esperado, e isso tudo geralmente em um curto espaçode tempo, o que o deixa em uma “crise” pessoal, levando-o ao desespero, e consequentemente ao suicídio.
Mas, todas essas correntes só determinariam o suicídio quando fossem demasiadamente exageradas. A sociedade deveria entender que ela tinha de se adaptar. As pessoas mais cultas e esforçadas, em relação á educação e trabalho, sempre iam ser superiores à aquelas que nuncaultrapassassem o nível médio, nunca se preocupassem em se desenvolver. Assim, o suicídio altruísta deveria ser controlado.
Para chegar a essas conclusões, Durkheim baseou-se em dados de pesquisas realizadas sobre o suicídio. Ele definia o suicídio como o “preço da civilização”, pois confirmou-se que quanto mais elevada fosse a cultura de uma sociedade, mais suicídios eram cometidos nela. Houveuma ligação entre o avanço da instrução e o dos suicídios, que um não pudesse ocorrer sem o outro. Se as correntes suicidógenas aumentavam com o avanço da sociedade, aumentavam os suicídios, e consequentemente aumentava a violência, sendo portanto, a violência um fator normal e necessário, levando em consideração que para acabar com ela deveríamos acabar também com a civilização, o que seriaimpossível.
Porém, havia um fato que o alertava contra o raciocínio do parágrafo anterior. Se os suicídios também existiam no meio das populações mais rudes, ele não tinha uma relação necessária com o refinamento de costumes. Com essa contradição, o autor chegou á conclusão de que o suicídio não é condição necessária para a evolução, e sim uma patologia (doença) que a acompanha.Levando em consideração que todos esses fatos eram da época em que Durkheim escreveu esse livro, ele atestou que, em menos 50 anos, os casos de suicídios haviam ate quintuplicado conforme os países. Isso o leva a concluir que a grande elevação de mortes voluntárias não significa exatamente que a civilização está crescendo, mas sim que ela está em um estado de crise e de perturbação, cujo...
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