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  • Publicado : 18 de abril de 2013
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revolta, e começa a matar, perseguir o Victor Frankenstein. Sendo a primeira vítima o Willian.

Sec 19 crescimento científico
Mãe morre de parto
Desejo de acabar com a morteperceber o seu estado e
Submeter as leis existentes sem ideias própias
Combinação de ciências
Experiências n autorizadas eletricidade
Enganar a morte criando a vida
Substituição de órgãos
Criação de um indivíduomelhor do que nós
Experiências resultaram em abominação
Vacinas

O jovem Victor Frankenstein, um dedicado estudante de Filosofia Natural, desejava “explorar poderes desconhecidos, e desvendar para o mundo os mistérios mais profundos da criação”¹. Numa busca cega e inconsequente, acaba por descobrir o segredo da vida ecriar um monstro a partir de restos mortais de seres humanos. De quase 2,5 m dealtura, pele amarelada e insuficiente para cobrir seus músculos, suas feições eram tão horríveis que nenhum ser humano suportaria ver. A criatura e o terror provocado por ela eram inomináveis. Frankenstein, ao dotá-lo de vida, percebe quão abominável era a criação e foge aterrorizado.
Abandonado à própria sorte, a criatura passa por um doloroso processo de descoberta de si mesmo e do mundo que ocircunda. Inicialmente bom e puro, ele descobre paulatinamente que suas feições monstruosas o impedem de ter qualquer contato com o ser humano, que será sempre um monstro solitário, anômalo à natureza e violentamente repudiado até mesmo pelo próprio criador – “Maldito criador! Por que formaste um monstro tão horrível que até mesmo você me deu as costas em desgosto?”¹.
A dor do monstro é a dotrágico conhecimento da sua condição. Ele é um excluído que se encanta com a beleza do mundo e dos homens e que, ao mesmo tempo, é tomado pela fúria por ter vedada a entrada naquilo que seria o Paraíso. Este é o conhecimento que vem à tona no seu despertar, o que o faz voltar-se contra o seu criador e levar ambos à danação.
Neste sentido, a criatura aproxima-se do Satã do “Paraíso Perdido” (JohnMilton), como ela mesma afirma para Frankenstein: “eu sou tua criatura; Eu deveria ser o seu Adão, mas eu sou o anjo caído (…). Em todo lugar vejo bem-aventurança, da qual apenas eu sou irrevogavelmente excluído. Eu era benevolente e bom; o tormento me fez um demônio”¹.

Imagem: Wikipedia Commons
Apesar de ser o monstro o autor de crimes terríveis, ele não é o único culpado: “Serei eu a ser o únicocriminoso, quando toda a humanidade pecou contra mim?”¹. O verdadeiro e maior crime de Frankenstein, além do excesso contra Deus ou contra a Natureza (afinal, ele é o Prometeu), é o de não compadecer-se por sua criatura². Ele que, ao abandoná-la, transformou-a em um demônio – “Você me fez miserável além da expressão”¹. Por isso, Frankenstein também padece com o fardo da culpa. De acordo com MaryShelley, não há um monstro na obra – “trate alguém mal e ele se tornará mau”, afirmava. Na verdade, faltou em Frankenstein a capacidade de sensibilizar-se, ou seja, faltou nele uma das pedras de toque do movimento romântico (sim, Frankenstein é uma obra romântica).
Além de o monstro estar sempre entre as condições de Adão e de Satã, ele também é comumente interpretado como “a outra metade” deFrankenstein. Uma das ideias mais importantes do Romantismo está expressa nas seguintes palavras do poeta inglês Percy Shelley: “A criação (…) é uma expansão, é um fluxo da alma direcionado para fora”³. A criação, considerada uma emanação da alma, seria, portanto, a massa caótica e latente das emoções tomando uma forma definida. E como emanação, a criação seria também uma parte solipsista do ser quecria. Por isso, Frankenstein e seu monstro são interpretados como metades do mesmo ser. O monstro seria o poder criativo de Frankenstein encarnado, a sombra do eu².
“Frankenstein; ou O Prometeu Moderno”, embora tenha algumas falhas apontadas pelos críticos, é um bom representante do ideal romântico em que estava inserido. Faz também o leitor revisitar a eterna condição prometéica do homem e...
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