Resenha

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  • Publicado : 24 de novembro de 2012
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A educação brasileira era fundamentada e moldada pelas necessidades da sociedade atuante, onde cada cidadão detinha o conhecimento básico de sua classe social e mantinha sua função operacional perante a sociedade, ou seja, os filhos de operários seriam posteriormente operários, filhos de médicos herdariam a carreira e assim sucessivamente.
Foi través da Convenção Francesa, que houve umasignificativa mudança quanto à visão da educação escolar oferecida a todos, pois, a mesma possuía um ideal diferenciado de educação, onde todos tinham o direito a uma plena formação intelectual indiferente de suas classes sociais de origens.
Esta etapa acarretou uma nova era educacional, voltada para o pleno desenvolvimento da sociedade, unindo o que era conhecimento e prática popular com osaber cientifico, tornando a educação mais eficaz e concreta.
No entanto, os moldes educacionais antigos persistiam na mente de muitos e estes relutavam contra a nova idéia de educação, pois esta afetava diretamente os alicerces sociais no momento que permitia a classe menos favorecida o conhecimento outrora pertencente às classes mais privilegiadas. A passos, lentos a nova concepção de escolafoi se estabelecendo e fortificando-se perante a todos os olhos da sociedade vigente.
A escola se tornava uma oficina do conhecimento, onde era possível unir a prática do dia a dia com a formalidade dos livros, criando dessa forma, a ciência experimental, esta proporcionava um saber real e eficaz com o poder de realizar grandes transformações sociais.
Dessa forma a escola passa a seruma agencia de educação do novo homem, preparando-o para se tornar um ser crítico e atuante perante os problemas sociais. Nesta nova fase educacional, os métodos utilizados no cotidiano escolar baseados na memorização já não mais satisfaziam, pois, a sede de conhecimento era prioridade, o estímulo do saber se tornava indispensável nas salas de aulas.
Apesar da idéia inovadora de educação,ainda é possível encontrar profissionais da área que lutam contra a mudança nos métodos pedagógicos, insistindo na pura exposição oral, repetição em cima de repetição até que ocorra a memorização, sem que haja o real entendimento do conteúdo trabalhado.
Percebe-se que a mudança no ambiente escolar, causa desconforto para os educadores, pois impõe a ultrapassagem de novas fronteiras e aexposição ao desconhecido, o que para muitos é uma grande barreira a ser enfrentada.
Compreende-se, no entanto, que a reforma da educação é também uma reforma política que visa contemplar o crescimento intelectual, estrutural e social de toda a nação, promovendo o acesso facilitado ao conhecimento e ao uso coreto do mesmo por todos.
Observou-se a ineficiência da educação primária oferecida,através do grande número de analfabetos existentes, pois a população em geral, mal sabia escrever o próprio nome e o mais difícil ler um texto entende-lo, relatar sobre o mesmo, refletir e opinar, pode-se dizer que é inaceitável uma pessoa que se diz alfabetizada, não possuir o domínio da linguagem em seu todo.
Porém percebeu-se que era necessário uma mudança imediata na estrutura cognitiva daescola, para favorecer uma aprendizagem real e eficiente, que possibilitasse uma compreensão de mundo por partes dos envolvidos nesse processo.
Ocorreram várias iniciativas de mudanças, todas favoráveis ao pleno desenvolvimento do aluno no primário, que o mesmo fosse capaz de idealizar, refletir e opinar sobre os fatos de correntes do seu cotidiano. De acordo com Teixeira:A coincidência de idéias com os grandes fundadores dos sistemas de educação pública – universal e gratuita – não podia ser mais completa, nem faltou jamais aos nossos educadores líderes a consciência perfeita do que havia a fazer. E a escola primária e as escolas normais, que então se implantaram, tinham todas as características das escolas da época, sendo, nas condições brasileiras,...
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