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Mídia: o papel das novas tecnologias na sociedade do conhecimento
Jaqueline E. Schiavoni1 Resumo Em A sociedade em rede, Castells (2003) nos fala sobre a revolução tecnológica que se desenrola em nosso tempo e vem estabelecendo a chamada sociedade do conhecimento. Essa sociedade também já foi designada como sociedade da informação e atualmente recebe o nome de sociedade da aprendizagem.Verificaremos neste artigo alguns desenvolvimentos dessa revolução, atentando para os novos paradigmas, questionamentos e incertezas que nos colocam as novas tecnologias da comunicação e da informação. Palavras-chave: tecnologia, mídia, educação, informação, conhecimento.

Introdução Os conhecimentos produzidos pela sociedade são considerados como um “bem comum”, algo a que todos podem e devem teracesso a fim de que cada indivíduo possa atingir seu pleno desenvolvimento pessoal e a humanidade, como um todo, possa atingir padrões aceitáveis de convivência e solidariedade, fortalecendo o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. Apesar disso, o conhecimento como “bem comum” foi, durante muito tempo, apenas uma concepção teórica, ideológica, sem resvalar de fato na práticacotidiana. Uma dinâmica que se viu, no entanto, alterada pelo surgimento de novas tecnologias voltadas para a informação e para a comunicação. 1. A revolução tecnológica Para Manuel Castells, as mudanças que o final do século XX vivenciou constituem uma verdadeira revolução. Para ele, a história da vida pode ser tomada como “uma série de situações estáveis, pontuadas em intervalos raros por eventosimportantes que ocorrem com grande rapidez e ajudam a estabelecer a próxima era estável” (2003, p. 67). No final do século passado, o que assistimos foi exatamente a isso. “Um intervalo cuja característica é a transformação de nossa ‘cultura material’ pelos mecanismos de um novo paradigma tecnológico que se organiza em torno da tecnologia da informação” (ibid.). Ou seja, estabelece-se uma novaera – que passamos a chamar de sociedade da informação, posteriormente de sociedade do conhecimento e atualmente como sociedade da aprendizagem, já que não pode haver conhecimento sem aprendizagem – e nela a fonte de produtividade encontra-se, portanto, na tecnologia de geração de conhecimentos. Dentre os novos meios tecnológicos que se nos apresentam, a Internet é, sem dúvida, o mais revolucionáriodeles. Sua utilização nos permite, por exemplo, organizar, transformar e processar as informações em velocidade e capacidade cada vez maiores e com custos cada vez mais reduzidos. Uma rede de recuperação e distribuição que pode beneficiar tanto aqueles que produzem tais informações quanto aqueles que se utilizam dela.

Sem dúvida, um avanço notável para a diminuição da distância entre asociedade e os conhecimentos produzidos. Soma-se a isso o fato de as novas tecnologias, de modo geral, terem se difundido rapidamente (entre 1970-90) atingindo todos os tipos de pessoas:
O índice de difusão da Internet em 1999 era tão grande no mundo inteiro que estava claro que o acesso generalizado seria a norma nos países avançados no início do século XXI. Por exemplo, nos EUA, em 1997-8, adiferença racial no acesso à Internet cresceu, mas o acesso à Internet aumentou 48% em um ano nos lares de hispânicos, e 52% nos lares de negros, em comparação com 52,8% nos lares de brancos. De fato, entre universitários, a diferença de raça e sexo no uso da Internet estava desaparecendo em fins do século. E em 2000, 95% das escolas públicas dos EUA tinha acesso à Internet. (Castells, 2003, p. 439).Conforme o próprio Castells, algumas linhas à frente, o rádio havia levado 30 anos para chegar a sessenta milhões de pessoas nos EUA; a televisão havia conseguido resultados parecidos em 15 anos; mas a Internet o havia feito em apenas 3 anos após a criação da teia mundial! Evidentemente, isso acabaria se estendendo para os demais países. Mesmo as comunidades mais carentes poderiam se beneficiar...
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