Resenha sobre alguns capitulos do livro "a cabeça bem feita" de edgar morin

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  • Publicado : 29 de novembro de 2012
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RESENHA DO TEXTO DE EDGAR MORIN: “A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento"

O livro de Edgar Morin, "Cabeça bem feita", expressa bem a necessidade de uma reforma no pensar que em decorrência acabará tranformando o ensino. E claro que, se esse objetivo fosse de fato concretizado, e espalhado em todos os setores da educação seria produzida uma nova maneira de pensar, comoque uma "reforma" mesmo, no pensamento e toda a sociedade iria junto com essa mudança, iniciando-se, por exemplo, uma educação mais abragente, que suportasse todos e os fizessem serem realmente uma "geração futura".

Ele reflete sobre o mundo modificando a visão sobre o mundo, a vida, mostrando que a humanidade evolui, muda, e tudo que decorre dela também, e cada vez mais o conhecimento é vistocomo algo com um significado sem limites, pela sua importância e falta de concretização para muitos. Assim, ele chega a questionar: "o conhecimento das partes depende do conhecimento do todo e o conhecimento do todo depende do conhecimento das partes?" e faz isso tentando conectar os conhecimentos dispersos exigindouma nova postura das pessoas, colocando que elas devem deixar de ser apenas humanos epassarem de mero indivíduo a sujeito, e chegar ao conhecimento.

O autor ainda coloca que a educação é uma transmissão de conhecimentos e que não basta uma cabeça muito cheia e sem conexão, que é muito melhor na verdade uma cabeça bem feita ao invés, melhor saber o que se deve saber. Afirmando que tem que ser pregada uma educação que leve o homem a ser cidadão responsável com a compreensão deseu espaço e o espaço que o envolve. Convencido da necessidade de reformar o pensamento para reformar o ensino, Edgar Morin desenvolveu uma linha de idéias - uma visão sistêmica onde os conhecimentos estejam ligados - que o conduziram a esta obra.

Edgar Morin diz que educação é uma palavra forte: "a utilização de meios que permitem assegurar a formação e o desenvolvimento de um ser humano; essespróprios meios", mas ressalva que o termo formação, estimula o auto aprendizado. Já o ensino é a transmissão de conhecimentos a outra pessoa fazendo ela compreender e assimilar. Ele afirma ainda que o "ensino educativo tem o objetivo de transmitir não somente o saber, mas uma cultura que permita compreender nossa condição, nos ajude a viver e favoreça um modo de pensar aberto e livre" (p.11).Assim, discorrendo sobre o livro, logo no ínicio, no capítulo 1, o autor apresenta o pensamento de que as Universidades que existem não tem uma mente aberta, não possuem um conhecimento amplo e interligado, elas possuem, segundo sua própria citação "disciplinas predeterminadas, portanto artificialmente delimitadas", e ele diz que isso não era o que devia ocorrer, afinal, não são os conhecimentosque nos são postos, os que são "decorados", que nos são cobrados no campo profssional, por exemplo; porque na verdade o que é cobrado é experiência e aquilo que é absorvido, o que por meio de ligação de todos os seus conhecimentos você consegue desempenhar. Ele diz ainda que todo o pensamento é assim delimitado, e que ele deve ser ampliado, não só a um fator nacional, mas chegando a complexidadesob um fator planetário- é assim que ele diz que as coisas devem ser tratadas, com uma visão sempre além. Acredita também que o retalhamento das disciplinas torna impossível apreender “o que é tecido junto”, isto é, o complexo. E assim ele acaba o capítulo apresentando uma proposta: "A reforma do pensamento é que permitiria o pleno emprego da inteligência para responder a esses desafios e permitiriaa ligação de duas culturas dissociadas", que deve ser cumprida para chegar ao objetivo mencionado.

No capítulo 2 é colocada a frase já anteriormente mencionada: “Mais vale uma cabeça bem feita do que bem cheia” e ele explica que uma cabeça bem feita é aquela que consegue organizar, ligar os conhecimentos, lhes dar sentido e tirar proveito deles. Pois para ele a acumulação sem propósito, de...
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