Resenha relacionando o texto “burguesias (s)” de peter gay com o filme “casanova e a revolução” de ettore scola

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FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS
ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE EMPRESAS

RESENHA RELACIONANDO O TEXTO “BURGUESIAS (S)” DE PETER GAY COM O FILME “CASANOVA E A REVOLUÇÃO” DE ETTORE SCOLA

por

THAÍS TAVARES

Trabalho entregue ao
Professor Carlos E. Sarmento
como parte dos requisitos
obrigatórios para a obtenção
dos créditos da disciplina
Cultura e Sociedade.

RIO DEJANEIRO
novembro de 2010
O texto “Burguesia(s)” de Peter Gay tem o objetivo de mostrar a formação da classe média e da cultura burguesa, porém, além da ótica da história, ele vai se utilizar a da psicanálise. Gay é um autor anglo-germânico com uma dupla formação acadêmica, história e psicanálise, e por possuir essa dupla formação, os seus textos são baseados na psicanálise, onde ele incorporaalguns componentes das obras Freudianas.
Em “Burguesia(s)”, o autor destaca incertezas e instabilidades do século XIX, relacionadas a um grupo social, a burguesia. A proposta de Peter é mostrar que existem diversidades dentro de uma mesma classe social. E uma das questões é justamente tentar entender qual é a imagem do aristocrata e quais são os diferentes tipos aristocráticos e burgueses que estãopresentes na sociedade em que ele retrata.
O texto, que destaca sobre a diversidade existente entre os próprios burgueses, diz também que ao mesmo tempo em que os burgueses possuem diferenças uns em relação aos outros, existe algo que os une, que os tornam semelhantes. E com isso, o autor anglo-germânico diz que não se trata de uma reiteração de um tipo ideal, onde todo burguês é de umadeterminada maneira.
Peter Gay em sua coletânea chamada “Experiência Burguesa: da Rainha Vitória a Freud”, coloca como o marco da cultura burguesa do século XIX, a ascensão da Rainha Vitória e as produções de Freud. E após o lançamento desta obra, Peter lança um outro livro, onde escolheu o romancista e dramaturgo austríaco Arthur Schnitzler para estudar a formação da cultura burguesa, no período que vaida derrota de Napoleão, até a eclosão da Primeira Guerra Mundial. A obra que conduz Gay é o diário íntimo de Schnitzler. O historiador vai relacionar as experiências familiares, as obsessões sexuais, etc. e vai construir um painel em que o leitor assiste à emergência das atitudes predominantes na classe média.
O pedaço do texto que está sendo usado como base desta resenha, é o capítulointrodutório deste livro, “O século de Schnitzler”, onde Gay coloca Schnitzler como um autor burguês, que se depara com o advento da modernidade. O historiador classifica a burguesia como sendo um grupo social coeso de características comuns ou diversificadas no interior desse segmento que tradicionalmente nós reduzimos a essa perspectiva de entendê-lo como sendo uma classe social de característicadefinidas.
A forma de expressão de uma burguesia financeira comparada a uma certa de forma de expressão de uma burguesia industrial, muitas vezes não estão correlacionados. Para Peter, a burguesia está relacionada à especulação e investimento e quanto mais ele pesquisou sobre ela, mais pluralidade encontrou dentro deste grupo. Gay vai mostrar também as distinções entre burgueses ativos e passivos. Osprimeiros são aqueles que estão mais engajados no processo da transformação política, que constituem partidos, que estão à frente dos movimentos sócio-políticos. Já o segundo, passivos, são aqueles que não estão interessados na transformação política, que estão fora de qualquer processo de militância política, que muitas vezes constituem certas alianças com os setores aristocráticos e que aprincipio estariam negando certos valores que a princípio são entendidos como característicos da burguesia.
A percepção do fato social é a priori uma percepção reducionista, pois tem que se pensar em modelos, e a realidade não segue um modelo padronizado. Se quisermos entender a realidade social, temos que a partir dos modelos entender a operacionalidade. Tem que se ajustar o modelo, pois não se...
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