Resenha hobsbawm fim do liberalismo

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Texto: HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos. O Breve Século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia das Letras, 1995. Cap. 4.
Disciplina: Relações Econômicas Internacionais I
Professora: Lara Martim Rodrigues Selis
Aluno: Arthur Canival Grande
Matrícula: 11111RIT002

Resumo Crítico

Eric John Ernest Hobsbawm (Alexandria, então Sultanato do Egito, 9 de junho de 1917 – Londres, 1 de outubro de 2012)foi um historiador marxista de nacionalidade britânica, reconhecido internacionalmente. Ao longo da sua vida foi sempre membro do partido comunista britânico. Foi professor e escreveu 17 livros, entre eles A Era das Revoluções, A Era do Capital, A Era dos Impérios e A Era dos Extremos. (Wikipedia)
O autor inicia o quarto capítulo do seu livro Era dos Extremos ressaltando a expressividade dademocracia liberal no mundo no início do século XX, em que, segundo ele, todos os regimes emergentes da Primeira Guerra Mundial eram basicamente regimes parlamentares representativos eleitos, com exceção da Rússia Soviética. Essa expressividade democrática foi resultado de valores que chegariam a um colapso durante do século XX e que foram estabelecidos no século anterior, são eles: a desconfiança daditadura ou de governos autoritários, o compromisso com um governo representativo que garantisse o domínio da lei e um conjunto aceito de liberdades dos cidadãos.
Toda essa representatividade democrática conquistada no século XIX e consolidada no início do século seguinte caiu no período entre guerras. Hobsbawm aponta 35 governos democráticos em 1920, 17 em 1938 e 12 em 1944, de um total globalde 65. É evidente a falência das instituições democráticas liberais neste período, em que os únicos países europeus que possuíam instituições liberais democráticas que funcionaram sem interrupção foram a Grã-Bretanha, a Finlândia (minimamente), o Estado Livre Irlandês, a Suécia e a Suíça.
O autor destaca que a ameaça às instituições liberais partiu da direita e não da esquerda, como talvezpossa se imaginar. O movimento trabalhista socialista, o mais perigoso dos movimentos de massa de então, era comprometido com os valores da razão – seu objetivo era a mudança na base econômica, não na constitucionalidade e na civilidade. Os movimentos de esquerda tornaram-se defesa contra o totalitarismo, ou seja, não eram nenhum tipo de ameaça, mas sim, instrumento de auxílio como força mantenedorado Estado.
As forças que derrubaram os regimes liberal-democráticos podem ser separadas em três tipos, além da forma tradicional de golpe militar comum na América Latina. A primeira trata dos reacionários, que se dividem em dois grupos: os tradicionais e os anacrônicos. Ambos tendem a serem nacionalistas e não têm um programa ideológico particular, mas o segundo grupo apresenta umaparticularidade. Anacrônico caracteriza algo fora do seu contexto temporal, justificado pelo modelo antiquado do Estado proposto por estes, parlamentar, porém não democrático como no velho sentido do século XVIII.
Outro tipo é o denominado “Estado orgânico” ou conservador, não tanto defendendo a ordem tradicional, mas transformando sua essência de maneira a reprimir liberdades individuais que possam setransformar em ameaças, além das reais ameaças do trabalhismo e do socialismo. Importante destacar que, apesar das diferenças, todos os tipos de forças que derrubaram os regimes democráticos liberais eram autoritárias e contrárias à revolução social.
Na segunda parte do texto, Hobsbawm ressalta que, embora tenha sido criado por Benito Mussolini, o fascismo tornou-se um movimento geral devido àexpansão da Alemanha de Hitler. Nesta parte, o autor também destaca a dificuldade em encontrar semelhanças entre os tipos de fascismo além do senso geral de hegemonia alemã (ainda assim, não é possível identificar o fascismo como forma de organização do Estado).
É possível identificar também nacionalismo, anticomunismo, antiliberalismo e outros elementos em comum entre o fascismo e a direita...
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