resenha dubois

1528 palavras 7 páginas
Em sua palestra, “Passagens entre Cinema e Arte Contemporânea”, Phillippe Dubois falou sobre a aproximação do cinema com outras formas de arte, discorrendo sobre o conceito de “Cinema de Exposição”. Dubois estabelece uma comparação entre os dispositivos do museu e do cinema (entendido como a sala de projeção), afirmando que, enquanto o museu passou por diversas modificações ao longo do tempo, o cinema permaneceu essencialmente o mesmo desde a sua criação; para endossar seu ponto de vista, o palestrante traçou um panorama da origem e evolução do dispositivo Museu.
Ele introduz o assunto afirmando que é possível estabelecer diferentes posturas sobre o cinema em relação às demais artes. Uma delas consiste em um posicionamento mais “dogmático” do cinema em relação a si próprio, que gera um enclausuramento deste das outras artes; a outra postura – a qual o palestrante afirma concordar – defende a adaptação do cinema ao mundo atual e às demais artes, de modo a integrá-las (daí a possibilidade de desenvolvimento do conceito de Cinema de Exposição).
Dubois define o museu de duas maneiras, como um lugar (o espaço físico) e uma instituição, responsável basicamente por três funções: a pesquisa; a coleção, restauração e conservação das obras; e a exibição das coleções de arte ao público. Essas três funções básicas, por sua vez, resultariam em outras três: a construção de um patrimônio; a contribuição para a educação da população; e o favorecimento da contemplação estética de uma obra de arte.
Anteriormente a fundação do museu, havia apenas coleções particulares (como as coleções pertencentes à realeza), que não cumpriam a função de facilitar o acesso à arte por parte do público. Com a eclosão da Revolução Francesa, em 1789, surge a ideia de “patrimônio nacional” e, dessa forma, o acervo de obras de arte não seria posse da realeza, mas sim, do povo francês. Entretanto, para a manutenção desse patrimônio, foi necessária a criação de uma nova instituição, o museu. Assim, o

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