Resenha dos cap.1e 2 de wilson cano

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  • Publicado : 6 de novembro de 2012
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Resenha do Livro de Wilson Cano

No primeiro capítulo o autor apresenta o conceito de Economia de Mercado, analisando sua complexidade e seus principais elementos, a saber: os fatores de produção e os fluxos que compõem a dinâmica desta economia. Ele nos diz que a evolução da sociedade humana conduziu a alguns fenômenos que tornaram muito mais complexas as relações econômicas, por exemplo,pela separação dos momentos de produção e consumo dos bens, que inicialmente aconteciam quase ao mesmo tempo e feitos pela mesma pessoa e com o tempo passaram a serem feitos por pessoas diferentes em momentos diferentes. Isto foi possível graças ao surgimento das trocas e posteriormente das moedas e também pela divisão do trabalho. O autor apresenta os períodos históricos onde estas transformações sederam: sociedades pretéritas, as civilizações clássicas, o feudalismo, a período da expansão mercantil, a revolução industrial até chegar ao capitalismo moderno. Um ponto que me chamou a atenção ao analisar estas mudanças foi compreender que com a introdução das moedas primitivas o homem deixou de se basear no valor de uso dos bens e a se focar no seu valor de troca. A moeda começa a deixar deser um meio (MDM) para se tornar um fim em si mesma (DMD). O autor segue mostrando que as necessidades humanas se expandem e na medida que as necessidades mais básicas vão sendo satisfeitas, elas começam a se sofisticar e novas necessidades vão sendo criadas, chegando até o consumo de luxo. Neste ponto o autor cita diversas estatísticas que sustentam sua tese como por exemplo a relação de veículospor habitante no Brasil, que era de 1:142 na década de 1950 e chegou a 1:10 atualmente. Para atender estas crescentes necessidades os homens precisam produzir mais coisas e em maiores quantidades. Neste ponto entra o conceito de escassez relativa de bens, explicada pelo fato de certos insumos e fatores de produção serem naturalmente limitados, como por exemplo, a mão de obra qualificada. Asociedade capitalista tende a organizar sua produção de forma a maximizar os lucros, através dos quais, por meio de trocas monetárias, podemos satisfazer nossos desejos. O autor faz então uma análise demográfica comparativa entre diversos países e demonstra a importância de estudar e compreender como o "estoque humano" afeta e é afetado pela economia do país , e chama atenção para a importância deanalisarmos a distribuição das riquezas e o acesso à satisfação das necessidades básicas entre o contingente humano de um país. No que diz respeito aos recursos naturais, o autor destaca que eles devem ser analisados não de forma estática mas de forma dinâmica porque os progressos tecnológicos e até mesmo alguns fatores demográficos e sociais provocam, ao longo do tempo, variação na demanda e nos usosdos diversos fatores naturais de que dispomos. Cita, entre outros exemplos, os avanços no campo da biotecnologia que podem diminuir a pressão pelo uso de água e terra nos cultivos agrícolas como conhecemos hoje. O autor apresenta então o conceito de capital como sendo composto pelos instrumentos auxiliares da produção e os bens que ampliam a capacidade produtiva de uma nação através de suasunidades produtivas. Estes bens de capital podem pertencer às unidades produtivas ou a pessoas físicas, mas são assim considerados apenas quando são empregados na produção de bens e serviços de consumo.

O capital econômico acumulado por uma economia constitui seu "estoque de capital" e é formado por: máquinas, veículos e equipamentos adotados na atividade produtiva, instalações industriais,agrícolas e industriais (menos a terra, que é um recurso natural), as estradas, ferrovias, aeroportos, portos, canais, etc. O autor ainda apresenta o conceito de depreciação destes bens de capital e o papel das empresas (unidades produtivas) como as organizadoras da produção.O aparelho produtivo é visto como sendo o conjunto das unidades produtoras que podem atuar nos setores primário, secundário...
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