Resenha do texto “a reforma e a contra-reforma”, de giacomo martina

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
FACULDADE DE HISTÓRIA

RESENHA DO TEXTO “A REFORMA E A CONTRA-REFORMA”, DE GIACOMO MARTINA

Oton Tássio Silva Luna
Raíssa Cristina Ferreira Costa
Valder Paixão e Silva

Belém
2012
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
FACULDADE DE HISTÓRIA

Trabalho realizado como avaliação dadisciplina “História Moderna I”, ministrada pelo professor Dr. Karl Heinz Arenz

Trabalho realizado como avaliação da disciplina “História Moderna I”, ministrada pelo professor Dr. Karl Heinz Arenz

RESENHA DO TEXTO “A REFORMA E A CONTRA-REFORMA”, DE GIACOMO MARTINA

Oton Tássio Silva Luna 11375000101
Raíssa Cristina Ferreira Costa 11375000801
Valder Paixão e Silva 11375002001

Belém2012
MARTINA, Giacomo. “A Reforma e a Contra-Reforma”. In: História da Igreja de Lutero a nossos dias. Vol. 1 (A Era da Reforma). São Paulo: Loyola, 1997.
Resumo
Falecido em 7 de fevereiro deste ano, o padre jesuíta Giacomo Martina foi professor de História da Igreja na Pontifícia Universidade Gregoriana. Na década de 1990, o italiano Martina escreveu sobre a história moderna e contemporânea daIgreja em obra divida em três volumes, abrangendo as eras da Reforma, do Absolutismo e do Liberalismo. Baseado em curso ministrado pelo autor nessa universidade, o primeiro volume discorre, de maneira bem didática, acerca dos antecedentes, das permanências e das rupturas decorrentes das reformas religiosas desenvolvidas ao longo do final da Idade Média e durante o “alvorecer” da “modernidade”.No capítulo intitulado “A Reforma e a Contra-Reforma”, Giacomo Martina apresenta e relaciona diversos aspectos da Igreja e da crença católica no período mencionado para demonstrar a complexidade desses eventos e discutir diacronicamente, levando em consideração seus antecedentes e fases de desenvolvimento, a formação de novas mentalidades religiosas. Demonstra, então, diversas formas de “renovaçãoda vida religiosa”, a influência dos diferentes personagens que construíram essa história e o processo de articulação do Concílio de Trento, que iniciou uma nova fase da história da Igreja, definindo seus traços essenciais.
Sendo um dos objetivos de Giacomo Martina demonstrar que as grandes modificações sofridas pela Igreja Católica ao longo do século XVI não ocorreram apenas como medidas dereação à Reforma Protestante, mas também decorrentes de uma verdadeira “renovação da vida religiosa”, latente desde os últimos momentos da Idade Média, o autor defende que alguns desses processos já se desenvolviam muito antes de 1517 (ano em que Lutero publica suas “95 teses” e dá maior visibilidade histórica às contestações do período).
O apostolado, que ganha força nesse período, por exemplo, erauma prática religiosa desenvolvida desde o século XIII, com a fundação das primeiras ordens mendicantes. Nesse contexto, pelo menos dois institutos católicos são reformados: as ordens dos franciscanos e dos carmelitas, as quais reforçam o voto de pobreza dos eclesiásticos. Mas é em 1540 que o elemento mais famoso dessa renovação surge. A Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loyola, seriamais uma ordem religiosa que teria como principal objetivo o fortalecimento da vida apostólica, sendo os inacianos os mais empenhados nessa tarefa.
Assim sendo, o autor explica que, antes mesmo de Lutero, já havia um movimento espontâneo que antecedia a Reforma. No entanto, os resultados eram ínfimos devido à resistência vinda de cima da estrutura de poder na Igreja, pois estes não estariamdispostos a abrir mão de suas regalias, representando uma transformação que viria impulsionada de baixo para cima.
De acordo com Giacomo Martina, há duas extremidades na produção historiográfica sobre a Reforma Católica: a marxista ortodoxa e a defendida por estudiosos católicos. Segundo o historiador italiano, a primeira lançava uma visão da Reforma Católica em que ficava representada a reafirmação...
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