Resenha do texto “A quem cabe ensinar a leitura e a escrita?” (José Carlos de Azeredo)

980 palavras 4 páginas
O texto de José Carlos de Azeredo no primeiro tópico nos mostra o que de fato seria o “saber português” e define como o ato de dominar não só a fala como também a escrita, da língua portuguesa brasileira. E a escola tem obtido sucesso nisso. Mas foi observado que tiveram esse êxito, pois os alunos das escolas que iam aprender a língua, já eram usuários deste idioma, facilitando assim o processo. Porém, nos anos 50 com abertura da escola para uma massa mais eclética (culturalmente falando) esses dados vêm mudando e incentivando alguns profissionais para uma possível modificação no ensino da língua portuguesa no Brasil. Dentre várias sugestões para uma possível melhoria, o autor opina para uma utilização de um trabalho multidisciplinar, como método de ensino.

Sabe-se que toda a língua tem suas modificações da escrita no momento da fala, enquanto na escrita utiliza-se “Ele chegará” na fala passa a ser “Ele vai chegar”; e José Carlos, nos mostra isso no texto, defendendo que compreender essa diferença é um passo fundamental para uma política de ensino da leitura e da escrita. Uma vez que o cidadão usa essa “fala modificada” para participar efetivamente da sociedade em que está inserido e toma como apoio que a língua existe para livre expressão das pessoas que a utilizam.

Para explicar tamanha deficiência da população sobre o conhecimento da sua língua, José Carlos de Azeredo diz que o que explica a desenvoltura em aprender algo novo, é a utilidade desse algo novo na sua vida social e cultural. Sendo o homem um ser que tem o poder de criar e transformar o espaço em que habita de acordo com suas necessidades e utilização das suas descobertas.

Não satisfeito ainda com os questionamentos levantados, o autor lança outra questão: “O que é ensinar uma língua a seus usuários nativos?” E para infelicidade de muitos, não foram obtidas respostas para aprofundar o estudo e conhecimento desse questionamento. Não é por falta de idéias, pois boas idéias surgem

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