Resenha do livro ciencia e politica - duas vocações

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  • Publicado : 5 de dezembro de 2011
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WEBER, Max. Ciência e política: duas vocações. São Paulo: Cuultrix, 1999.
Rodrigo A. Casagrande
Universidade do Contestado – UNC-Concórdia
Direito – 1ª Fase
Max Weber (1864-1920) nasceu em Erfurt, Turíngia, Alemanha. Filósofo nascido de pais intelectuais teve nesse sentido, impulso na carreira, começando com pouca idade, aos 13 anos, já escrevia ensaios. Formou-se em Direito, e teve atuaçãobem-sucedida na advocacia, sua carreira acadêmica foi até 1898. Professor de Sociologia na Universidade de Estocolmo foi autor de vários trabalhos na área de sociologia econômica onde construiu uma sólida base teórica para o desenvolvimento de novos conceitos para analisar a economia, integrada às esferas política, jurídica e religiosa da sociedade, da época. Apresentou sintomas de esgotamentonervoso, aos 34 anos. Teve depressões intermitentes durante toda a sua vida, apesar da intensa produção intelectual. Após uma temporada nos Estados Unidos, que lhe causou grande impressão, retomou seus escritos, publicando "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo". Participou intensamente da vida intelectual da sua época, sendo professor universitário nas áreas de história, sociologia eeconomia, os ensaios sobre as vocações para a Ciência e a Política, que compõem o livro resenhado não tem data precisa de criação, mas presume-se que foram em anos subsequentes 1918 e 1919. Suas últimas aulas, realizadas a pedidos de alunos, foram publicadas sob o título "História Econômica Geral". Em meados de 1920, adoeceu de pneumonia. Morreu em junho deste mesmo ano, deixando inacabado um livro derevisão e síntese de toda a sua obra, intitulado Wirtschaft und Gesellschaft (Economia e Sociedade), que é de importância fundamental para a compreensão de seu pensamento.
Referente ao primeiro ensaio – A ciência como vocação – nota-se que Weber tem um publico direcionado, o jovem que, supostamente, tem vocação para se dedicar a ciência, buscando-a por amor. Há a tentativa incansável de rechaçaras idealizações feitas sobre a ciência e sobre o cientista, assim como a arrogância e o estilo irracional, existente no meio cientifico da Alemanha daquela época. No combate a essas ilusões é evidente o esforço de Weber em ratificar a eficácia das explicações sociológicas a respeito das diversas áreas da vida social, com atenção especial aquelas que dão conta dos fenômenos subjetivos. Acredita-seque ter ou adquirir a vocação para a ciência se da por meio de um processo racional do sujeito, e vendo esse fenômeno na sociedade moderna entende-se que o mesmo ocorre de forma plural, colocando como opostos a ciência, a religião, a ética e a arte, sendo forças antagônicas. Esse modelo agora exposto, esta explicito logo no inicio do ensaio, o autor faz um exame convencional, explicitando comoele entende os fatos sociais, assim como as condições materiais que levam a vocação cientifica.
A objetividade da pratica social é posta em xeque por Weber, descontruindo diversas ilusões sobre a ocupação cientifica, no caso analisado, cientifica universitária; ocorre um conflito entre oque se deve ser feito, ou que postura deve ser adotada: como se conciliar atividades distintas como ser professore ser pesquisador; a necessidade de compatibilizar a inspiração e o desejo de criar algo que dure, ou pelo menos sobreviva, a um mundo regido pelas leis do desenvolvimento, do progresso; ou ainda distinguir-se a ascensão se da pela atividade e pelo mérito, ou se essa ascensão é decorrente do acaso. Weber logo demostra que o elemento racional que motiva a ciência moderna – a especialização –decorre de um elemento puramente irracional – a paixão, pela ciência e pelo viés escolhido. Então se constrói uma dicotomia, a paixão e incontrolável, não esta sujeita a escolhas, já o tema, o viés, é escolhido partindo de alguns critérios advindos do envolvimento com o assunto, seja um envolvimento individual ou coletivo. Ou seja, desiludindo, a paixão por si só não é o bastante para dar vida à...
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