Resenha do filme sicko – michael moore

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  • Publicado : 9 de outubro de 2012
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Michael Moore inicia seu filme mostrando alguns casos de cidadãos norte americanos que sofreram algum tipo de acidente e não tinham plano de saúde. Estas pessoas tiveram que pagar grandes quantias em dinheiro para obterem tratamento, como Rick, que acidentalmente serrou dois dedos e foi obrigado a pagar a quantia de USD 12.000,00 para ter um deles reparado. 18 mil pessoas morrem nos EstadosUnidos todos os anos por não terem plano de saúde. No entanto, o objetivo de Michael Moore no documentário não é apenas mostrar a falta de um sistema público de saúde, mas também esclarecer como o próprio governo, agindo juntamente com as seguradoras, fez da saúde pública um sistema com um objetivo único: o lucro.
Após apresentar o drama dos que não possuem plano de saúde, Michael mostra que asituação dos que pagam pelo serviço pode ser ainda pior. Este é o caso de Larry e Donna, que precisaram de serviços médicos, e apesar de possuírem seguro de saúde, perderam a casa onde moravam devido aos pagamentos de co-participação e as altas deduções que as seguradoras cobram. Apresenta o caso de Frank de 79 anos, que terá que trabalhar pelo resto da sua vida para poder comprar medicamentos queseu plano de saúde não cobra. Além dessas situações, indivíduos que desejam adquirir um plano de saúde são, por vezes, rejeitados, pois as seguradoras criaram um tipo de estereótipo. A pessoa não pode ser nem muito gorda, nem muito magra, e nem apresentar problemas de saúde por vezes simples. Contratam profissionais para vasculhar o passado e presente das pessoas no intuito de “escapar” da obrigaçãode cobrir pelos tratamentos médicos. Tudo isso é feito com o propósito de evitar gastos de dinheiro e lucrar cada vez mais e deixa de lado o principio da medicina, que é salvar vidas. Médicos dos planos de saúde nem sequer analisam os casos para aceitar ou rejeitar os tratamentos que os segurados precisam. Ao rejeitar, provocam a morte de milhares de pessoas, que poderiam ter recebido seustratamentos. Fica claro que, o papel de alguns médicos nos Estados Unidos está completamente invertido e que os princípios e valores das pessoas parecem estar “de ponta cabeça”.
O ponto em que o sistema de saúde americano chegou teve inicio com Nixon. O presidente considerou que a saúde deveria ser assunto do setor privado, retirando do Estado qualquer obrigação. Em seu discurso, afirmou que destaforma, os Estados Unidos teriam o melhor sistema de saúde baseado em planos privados do mundo. Soma-se a falta de atuação do Estado ao objetivo das seguradoras de ganhar dinheiro e o que se tem é a ruína do sistema de saúde americano, provocando a morte de muitos. Clinton e Hilary tentaram reformar este sistema, ou melhor, criar um sistema público e universal de saúde. Foram chamados de socialistase criticados até pela organização americana de saúde, que afirmou baseando-se no discurso de Regan, que dizia que haveria controle da sociedade a partir da medicina. Isso gerou medo na população, arruinando o plano de Hilary.
O plano de Hilary não deu certo somente pela pressão da sociedade. O lucro crescente das seguradoras contribuiu para o silêncio do governo, que continuou a entregar osistema de saúde nas mãos do privado. USD 8.000.000,00 foram entregues as seguradoras e empresas farmacêuticas, mas não se observa nenhuma melhora para a população. As pessoas continuam tendo seus tratamentos negados, continuam pagando quantias absurdas por medicamentos, e continuam falecendo. Isto mostra que o Estado não é somente negligente em relação à saúde publica, mas é conivente com o queacontece dentro das seguradoras, patrocinando e enviando recursos públicos. Pode-se dizer que o sistema de saúde americano vive em função de uma máfia, liderada por seguradoras, industria farmacêutica, e apoiada pelo governo.
Para indagar mais ainda o publico, Michael Moore mostra os sistemas públicos de saúde do Canadá, França, Inglaterra e Cuba. Nestes três países, o sistema é universalizado....
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