Resenha critica

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  • Publicado : 3 de abril de 2013
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RESENHAS
O Colapso da Modernização

- Capítulo III -
O terceiro capítulo “Estatismo e Monetarismo no processo histórico da modernidade”, do livro “O Colapso da Modernização”, do sociólogo e ensaísta alemão Robert Kurz (Nuremberga, 24 de dezembro de 1943 - 18 de julho de 2012) traz uma discussão sobre duas partes principais: “A invenção do sistema produtor de mercadorias por parte do Estado” e“O Estado racional burguês de Fichte e seu reflexo no socialismo real”.
Na primeira parte Robert Kurz trata de questões como a interferência das decisões políticas na produção de mercadorias, o estado queria subjugar a "economia" como suposta serviçal, dando abertura para o surgimento da economia política moderna. “Continua o emprego de violência direta, extra-econômica, mas apenasexcepcionalmente. No curso normal das coisas, o trabalhador pode ser abandonado às "leis naturais da produção", isto é, a sua dependência do capital que nasce das próprias relações de produção e que estas garantem e eternizam. [Marx, 1965 (1890), p. 765]”.
A manutenção da corte e do exército permanente do monarca absoluto, já não podia mais ser financiada na base dos domínios rurais dos reis e príncipes. Paraaumentar as receitas atuantes foi criado um sistema tributário geral, medida que contribuiu para o surgimento de traços fundamentais de uma economia financeira moderna. O Estado passou a incentivar e a controlar a produção de mercadorias. A decomposição da sociedade feudal conduziu a um novo modo de produção que logo rompeu com os objetivos limitados do feudalismo.
O surgimento de elementos domoderno trabalho assalariado eram criados do nada, mediante o emprego de violência direta por parte do Estado. Dessa maneira a população rural que fora desapropriadas de suas terras e largada ao acaso, foi reprimida com torturas até submeter-se à disciplina necessária para o sistema do trabalho assalariado.
A segunda parte da obra é marcada pela visão do filósofo alemão Johann Gottlieb Fichte(Rammenau, Saxônia, 19 de maio de 1762 - Berlim, 27 de janeiro de 1814), sobre o que ele chama de “Estado racional” burguês. Para ele as mercadorias eram mediadas perante a troca, porém o governo exerce determinado controle sobre essa troca. O Estado racional possui três características principais: Produção planejada de mercadorias, Conceito de “Propriedade” e Estado Mercantil Fechado.
A participaçãodo Estado no processo de modernização do sistema econômico aconteceu de forma violenta e controladora, muitas vezes passando por cima das populações menos favorecidas e de seus interesses.

- Capítulo VII -
O sociólogo Robert Kurz (Nuremberga, 24 de dezembro de 1943 - 18 de julho de 2012), em seu sétimo capítulo “Crise e colapso da economia de comando” do livro “O Colapso da Modernização”,aborda uma série de fatores que levaram a explosão de uma crise, desencadeando uma falência no sistema econômico vigente.
Para Kurz o resultado lógico do socialismo real é uma extensa economia de escassez que penetra todos os setores e determina a vida social e individual. Nesse nível desenvolve-se então uma concorrência negativa entre as empresas.
A "concorrência negativa" do estatismo baseadona economia de guerra nada mais é que uma concorrência invertida, a concorrência em si não foi eliminada e sim sua função de aumentar a produtividade. Dentro deste contexto as empresas concorrem com o Estado na absorção dos lucros, os ramos e as regiões concorrem entre si na obtenção de fundos e materiais, os produtores e os consumidores concorrem nos preços e valores de uso dos bens.
Crisesgerais da produção (e da troca) podem acontecer tanto na economia de mercadorias capitalistas quanto na economia não proletária. Sendo o conteúdo das crises iguais, porém suas formas de manifestações são diretamente opostas. Na economia de mercadorias capitalistas a crise se manifesta na forma de uma crise da superprodução, na economia não monetária proletária, em forma de crise de subprodução....
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