Resenha critica filme amistad

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  • Publicado : 26 de novembro de 2012
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1 Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro


2 Instituto de Ciências Humanas e Sociais


3 Departamento de História


4 Disciplina: Formação Econômica e Administrativa do Brasil


5 Discente: Joyce Gomes de Carvalho


6 Matrícula: 2009340076


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8 Resenha Crítica do Filme Amistad



O Filme Americano Amistad, dirigido por Steven Spielberg, lançado no ano de 1997,narra a história do navio espanhol La Amistad, capturado na costa americana, tendo a bordo supostos 53 “escravos”, sendo homens, mulheres e crianças. A história se passa no século XIX, mais precisamente no ano de 1839, período pós abolição do tráfico transatlântico. Em sua abordagem temática, o filme resgata a discussão da manutenção do tráfico transatlântico pós abolição e as diferentesperspectivas dos agentes envolvidos, ou seja, representantes do partido abolicionista, conservadores dos Estados do Sul dos EUA, ingleses, entre outros.

Durante o século XIX a escravidão vai ser a grande questão no cenário internacional no que tange não só as relações comerciais, mas políticas e econômicas, perdurando até os dias atuais, porém de forma multifacetária. É nesse período que aInglaterra se tornará a vanguarda do movimento pelo fim do tráfico e da abolição da escravidão, principalmente em relação aos países com quem estabelece alguma relação. Vai ser assim pressionado Espanha, Portugal e principalmente o Brasil. Apesar da proibição e da extinção do tráfico ter ocorrido apenas em 1850, desde 1807 Inglaterra já havia se posicionado em favor do fim do comércio de escravos,não sem divergências quanto a isso. De acordo com Mamigonian, “os interesses comerciais, principalmente os ligados às colônias do Caribe, se opunham a mobilização de setores médios que acreditavam na superioridade do trabalho livre em relação ao escravo, e aos evangélicos que defendiam, há décadas, o tratamento humano e a proteção dos africanos, condenando sua venda como mercadoria.” Se por um ladoà decisão pelo fim do comercio de escravos pela Inglaterra não envolvia somente interesses de expansão comerciais, mas também sentimentos antiescravistas que emergia neste período, por outro, esses dois fatores vão se confundir entre os vários setores sociais durante a campanha pela abolição.

Essas dicotomias também vão aparecer no processo de abolição da escravidão no Brasil e EUA,principalmente no discurso dos grandes proprietários de terra, numa perspectiva de manutenção do sistema escravista. A junção entre interesses comerciais ao interesse pública no Brasil vai apontar a resistência de comerciantes às pressões britânicas pelo fim do comércio de escravos. Mesmo antes da independência brasileira em 1822, Portugal já havia assinado um tratado em 1815 reconhecendo ailegalidade do tráfico de escravos ao norte do equador, e convenções em 1817 para que o tráfico fosse reprimido dos dois lados do Atlântico, pois Portugal ainda mantinha comercio ao sul do equador. Essas regulamentações valeram-se para o Brasil, tendo em vista sua condição de colônia portuguesa.

Em 1822, após a independência, o Brasil vai refutar as aplicações dessas restrições. No entanto, aInglaterra vai redesenhar sua política abolicionista a nova condição do Brasil, fazendo valer seu peso político no cenário internacional, estipulando um novo tratado de abolição do tráfico que irá se tornar fator de peso no processo de reconhecimento da independência brasileira. O Brasil em seus esforços, vai tentar ganhar tempo em relação aos tratados de fim da escravidão e tráfico. Essasnegociações vão se prolongar até o ano de 1826, quando assina junto a Grã-Bretanha um tratado de abolição do tráfico. O fim do tráfico era tida como uma medida impopular no Brasil, pois ia contrapunha os interesses de um segmento de peso político para o governo.

Entre os que defendiam a manutenção da escravidão e propriamente do tráfico de escravos, a construção do argumento perpassavam pela...
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