Resenha auto da compadecida

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  • Publicado : 3 de junho de 2012
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Este filme é uma maravilha. Tem uma das personagens mais entretidas que conheço no cinema brasileira (João Grilo), e tem uma sequência que occorre no além-mundo queninguem deve perder.
Agora, a substância! João Grilo e Chicó são amigos de faz muito tempo, pobres, que passam a vida enganando aos outros e sobrevivendo graças aos seusengenhos. Chicó se enamora da filha do homem mais rico da vila. João Grilo tenta orquestrar uma sequência de enganos para ocasionar a união. Mas o prazer deste filme – e é umprazer puro – se encontra em cada engano, no jogo de palavras dos dois e na imaginação de João Grilo em particular. Até olhar seu semblante e sua postura provoca prazer: tema cara e o modo de andar de um vigarista que goza da vida. (Quando outra personagem defende a ele, dizendo que mentiu toda a vida só para sobreviver, responde João, Mas eugostava!)
Observa este diálogo entre Chico e sua namorada:
- Se você tivesse pelo menos um diploma
- Eu sou doutor em ciéncias ocultas, filosofia dramática, pediatriacharlatánica, pedagogia dogmática, astrologia electrónica.
E a sequência suprema do filme ocorre quando várias pessoas no filme morrem e aparece o diabo, o Senhor, e aVirgem, e é um espectáculo que logra ser tanto cómico como comovedor.
Demostrando o incestuoso que é o cinema brasileiro, o ator Marco Nanini quase mata ao Selton Mello tantoaqui como – uns anos depois – em outro filme, Lisbela e O Prisioneiro. (Os dois filmes são excelentes.)
Nota sobre o conteúdo: Este filme realmente não tem nada deofensivo. Existe a implicação do adulterio, a ameaça da violência, e alguns muito religiosos podem não gostar da apresentação de Jesus Cristo, embora eu achei tudo feito com respei]
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