Relatorio farmacia hospitalar

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  • Publicado : 28 de outubro de 2012
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1. INTRODUÇÃO

Na visão industrial o farmacêutico hospitalar era responsável pela produção artesanal ou semi-industrial de medicamentos como pode ser evidenciado na definição de Nogueira, 1961. O Serviço de farmácia nos hospitais constitui um de seus departamentos mais importantes. É uma atividade que adquiriu especial significado em virtude de ser fator de alta cooperação no equilíbrio doorçamento hospitalar, contribuindo de modo decisivo na diminuição do custo leito/ dia. O autor comenta que naquele período a farmácia hospitalar havia se transformado numa farmácia industrial (GOMES, M. et al, 2006).
O Professor José Sylvio Cimino assim a conceituava: É a unidade tecnicamente aparelhada para prover clínicas e demais serviços dos medicamentos e produtos afins deque necessitam parao normal funcionamento. A abordagem central da farmácia hospitalar nesta visão não é a produção dos medicamentos, mas, sim, atender as necessidades do perfil assistencial do hospital em relação aos medicamentos e outros produtos farmacêuticos. Esta fase pode ser denominada fase de provisão (GOMES, M. et al, 2006).
A partir de 1930, e de forma mais importante em meados de 1940, tornou-secrescente a influência da indústria farmacêutica, que levou à mudança do conceito de Farmácia, que de manipuladora ativa se transformava passivamente em simples dispensário de medicamentos, onde o corpo técnico de farmacêuticos foi sendo substituído por leigos.bIsto ocorreu em todo o âmbito farmacêutico (CRF – SP, 2012)
A partir de 1950, os Serviços de Farmácia Hospitalar, representados na época pelasSantas Casas de Misericórdia e Hospitais Escola, passaram a se desenvolver e a se modernizar. O professor José Sylvio Cimino, diretor do Serviço de Farmácia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, foi o farmacêutico que mais se destacou nesta luta, sendo, inclusive, o autor da primeira publicação a respeito de Farmácia Hospitalar no país. De acordo com estapublicação e com a visão da época, o principal objetivo da Farmácia Hospitalar era produzir e distribuir medicamentos e produtos afins às unidades requisitantes e servir ao Hospital como órgão controlador da qualidade dos produtos, não só químicos como alimentícios adquiridos para seu consumo, bem como cooperar pelas suas seções competentes, nas pesquisas, diagnósticos e investigações científicasda entidade (GOMES, M. et al, 2006)
Se até o início da década de 70, na Europa e nos Estados Unidos, os objetivos da Farmácia eram restritos, ficando apenas na obrigatoriedade de distribuir produtos industrializados aos pacientes, no Brasil não era diferente, e o farmacêutico hospitalar tinha como função o fornecimento dos medicamentos e o controle dos psicotrópicos e entorpecentes (CRF – SP,2012).
A farmácia hospitalar evoluiu e na década de 1980 inicia-se a fase moderna. Nesta fase a farmácia hospitalar não ficou restrita aos aspectos técnico-científicos ligados ao medicamento, mas se responsabilizou, também, pelo gerenciamento das atividades, buscando redução de custos, racionalização do trabalho e garantia do uso adequado dos medicamentos (GOMES, M. et al ,2006).
No termo dereferência para implantação ou reestruturação de farmácias de hospitais universitários consta uma definição que corresponde à visão moderna da farmácia hospitalar: “A farmácia hospitalar é um órgão de abrangência assistencial técnico-científica e administrativa, onde se desenvolvem atividades ligadas à produção, ao armazenamento, ao controle, à dispensação e a distribuição de medicamentos ecorrelatos às unidades hospitalares, bem como à orientação de pacientes internos e ambulatoriais visando sempre a eficácia da terapêutica, além da redução dos custos,voltando-se, também, para o ensino e a pesquisa, propiciando um vasto campo de aprimoramento profissional” (GOMES, M. et al, 2006).
Neste momento, o Brasil vive uma fase clínico-assistencial da farmácia hospitalar, como expressão...
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