Quimica uma historia volatil

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1. INTRODUÇÃO
A partir dos anos oitenta, foi iniciado um processo de integração mundial, que para muitos não seria uma novidade, denominado globalização. Este processo era parte de uma ideia de reestruturação do Estado, que consistia em um processo ideológico da expansão do capitalismo, parte integrante de um projeto pelos teóricos do neoliberalismo.
Aglobalização recebeu no âmbito teórico de várias denominações, tais como: aldeia global, fábrica global, terra-pátria, nave espacial, terceira onda, mundialização, desterritorialização, cidade global, etc. enfim, uma profusão de expressões, que ao final, buscam descrever e interpretar um mesmo significado: um movimento social, político e econômico, cultural, jurídico, que visa transformar e modificartodo o sistema de relações internacionais, reorientando e reformulando as decisões do território.
O atual processo globalizante tornou-se muito mais rápido, mais intensamente acelerado, com a revolução nas comunicações e mesmo com o maior avanço dos meios de transporte em geral. Também se tornou mais abrangente, envolvendo não só o comércio, produção e capitais, mas tambémserviços, arte, educação, entre outros. Após a Guerra Fria, a política mundial deixou de reger-se por posturas ideológicas; agora se realiza segundo pautas culturais.
O tema globalização e os seus impactos na sociedade são extremamente relevantes, devendo ser aprofundado o estudo neste trabalho solicitado.

2. OS FLUXOS CONTRADITÓRIOS DA URBANIZAÇÃO

O sentido maisdireto do impacto da globalização nas cidades se dá justamente na urbanização, na medida em que as cidades têm que responder às demandas globais de estruturação físico-espacial, sob pena de serem alijadas do cenário global. Nesse contexto é que as políticas públicas urbanas se direcionam a esses desígnios, orientando o investimento público para uma concepção de planejamento urbano pontualfragmentado, que se concentra naquela versão da cidade supostamente capaz de atender aos requisitos de uma cidade global. A conseqüência direta desse processo é o esquecimento daquela parcela da cidade (e da sociedade) que sobrevive em condições precárias em locais urbanos sem infra-estrutura, e que constituem o que efetivamente deveria ser alvo das políticas públicas urbanas.
Aglobalização, portanto, consolida a desigualdade, e evidencia seu caráter contraditório, ao, simultaneamente, potencializar a riqueza (ainda que para muito poucos), por um lado, e excluir amplos setores sociais e territoriais, de outro lado. Com efeito, esse sistema econômico globalizado faz com que se rompa “a histórica aliança entre sociedade de mercado, decorre um processo de erosão da soberania, querepercute na cidadania, na medida em que os cidadãos são excluídos das decisões que ultrapassam o nível nacional.”
O fenômeno de urbanização acelerada observado no mundo nos últimos 40 anos ocorreu, em grande parte, nos países da periferia do sistema. Em segundo lugar, porque, uma vez isto posto, observa-se que são justamente as cidades os instrumentos de excelência do fenômeno de expansãoda economia mundo capitalista que se convencionou a chamar de globalização. Sedes de grandes corporações transnacionais e de instituições financeiras, redes de informação, teleportos e sistemas de telefonia celular e de comunicação por cabo, bens de consumo sofisticados e atividades de serviços são elementos da .modernidade. associada à globalização. Elementos de caráter essencialmente urbano, atal ponto que servem de parâmetro de definição das cidades-globais
para os autores que se empenham nesse tipo de caracterização O fenômeno de urbanização observado em grande parte dos países subdesenvolvidos em muito se deve à matriz de industrialização tardia da periferia. A atratividade exercida pelos pólos industriais sobre a massa de mão-de-obra expulsa do campo (em especial nos países...
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