Questoes sobre thomas kuhn

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1- Por que as Revoluções Científicas não podem ser tratadas como um processo de desenvolvimento acumulativo e quais as consequências deste fato?
Revoluções científicas são aqueles acontecimentos em que há uma mudança nas regras da ciência, quando o paradigma atuante muda. Não é acumulativo porque são dois paradigmas diferentes e não uma articulação do primeiro, são dois mundos diferentes eincomensuráveis. Não há como dizer que um é o desenvolvimento do outro, o melhoramento do outro. Como consequência dessa ruptura na prática da ciência normal há a modificação no sentido de conceitos fundamentais já existentes. Mesmo que o vocabulário e os instrumentos sejam os mesmos, há uma mudança na base do conhecimento, daquilo que é considerado certo de agora em diante. Essa mudança nos padrõesmuda toda a ciência e é como se mudasse o mundo também. Se a Revolução Científica fosse um processo acumulativo seria como se o paradigma antigo não fosse descartado e o novo entrasse em vigor. Portanto, os dois estariam atuando ao mesmo tempo e quem estivesse inserido na comunidade científica, estaria dentro de ambos os paradigmas, mas isso é impossível. Paradigmas diferem nas suas raízes, nos seusconceitos mais básicos, nas regras e prioridades da pesquisa, então um tem que ser descartado para o outro ser aceito. Mesmo que alguma pequena parte do paradigma anterior seja incorporada ao novo, não é acumulativo. Paradigmas podem coincidir em certos pontos, mas um não é desenvolvimento do outro.


2- Por que Kuhn diz que o trabalho da ciência normal é parecido com a resolução dequebra-cabeças?
A ciência normal é aquela depois que o paradigma já foi definido. O trabalho dos cientistas que estão dentro de um paradigma não é fazer descobertas, encontrar alguma coisa nova. O trabalho deles é melhorar o paradigma, tirar suas contradições, encontrar números não definidos. Cada problema que o paradigma tem é considerado um quebra-cabeça, que o cientista precisa montar de acordo com as“regras” que o paradigma propõe. Apesar de um paradigma não ter uma lista de regras, ele define o que se deve procurar e como se deve procurar cada resposta. Então ele vai mostrar qual será o resultado final, mas o cientista tenta a cada vez melhorar o modo de montar o quebra-cabeça, tenta encontrar peças em meio a muitas outras informações, para chegar à resposta.

3- Qual a relação entre operaçãode limpeza e resolução de quebra-cabeças? Explique.
Thomas Kuhn coloca as duas expressões com o mesmo sentido. Lapidar, limpar, montar o paradigma. A operação de limpeza é definir aquilo que não está bem definido, é flexibilizar certas previsões que o paradigma dá. É diminuir o caminho até o resultado final, até o a imagem que o quebra-cabeça propõe que o cientista monte.


4- Qual a relaçãoentre regras da ciência normal e o paradigma? Explique.
O paradigma dita certas regras para o trabalho da ciência normal. Não são regras explícitas, é um conhecimento tácito. O cientista inserido no paradigma tem definido em seus trabalhos o que esperar do mundo e como procurar respostas para todas as questões. O paradigma define não explicitamente o que é ciência, o que pode ser considerado umtrabalho da ciência normal, porque ela é toda baseada no próprio paradigma.

5- Qual a diferença entre anomalia e quebra-cabeça? Explique.
Um quebra-cabeça é um problema que os cientistas acreditam em alguma articulação do paradigma possa resolver. Todas as anomalias começam sendo consideradas como quebra-cabeças. Um deles passa a ser uma anomalia quando a comunidade científica reconhece-o comoum forte contra-exemplo do paradigma, um quebra-cabeça capaz de trazer à tona o questionamento do paradigma pela comunidade. Nem toda anomalia precisa necessariamente causar uma revolução, ela pode sim voltar a ser um quebra-cabeça.

6- O que é, para Kuhn, uma descoberta científica? Como ela se dá?
Uma descoberta científica é quando o resultado de certa experiência não havia sido previsto...
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