Psicoterapia breve focal

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  • Publicado : 29 de outubro de 2011
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* ESTUDO DE CASO.
ADOLESCÊNCIA: TER (OU NÃO TER): A VERGONHA OU CULPA DE SER... ESSE É O CASO.
ESTUDO DE CASO:
Identificação: E.T S., 16 anos, sexo feminino, residente em Fortaleza
Nº atendimentos: quatro
Historia Familiar: E, filha mais velha de dois, tem dezesseis anos mora com a mãe, o padrasto e um irmão mais novo de um ano e seis meses de idade. Freqüenta escola pública em seu bairro ecursa o primeiro ano do ensino médio, passando por duas reprovações escolares. No aspecto de religiosidade, freqüenta o Salão do Reino de Testemunhas de Jeová, com muita disciplina e seriedade.
Historia atual: E, chegou ao Plantão no SPA trazida pela mãe e uma amiga que houvera alertado acerca da necessidade de um psicólogo para ajudá-la a enfrentar os problemas nessa fase da adolescência.Sentimentos de tristeza a dominavam por presenciar a rudeza do padrasto com a mãe. Envergonha-se de sua magreza e não se sente à vontade na presença da mãe devido à forma agressiva que ela lhe trata. Identifica que isso passa a ocorrer após o nascimento do irmão, afirmando que sua genitora se tornou negligente até nos cuidados do filho, dando a ela essa responsabilidade. Preconceitos e rejeição consigomesma, inclusive não gosta do seu corpo por se sentir demasiadamente magra, recorrendo a subterfúgios de vestir uma ou mais roupas para aparentar maior volume do corpo. Chora quando fala da mãe e reforça que o padrasto é muito grosseiro com ela, mas isso não a incomoda, pois o que a faz sentir-se triste é o tratamento que a mãe tem para com ela.
Declara-se evangélica e freqüenta o Salão doReino da Testemunhas de Jeová, sua tia é evangélica também sendo ambas da mesma igreja. Ela gosta muito desse convívio com a tia e a avó materna e diz -, que se fosse possível sua mãe deixar, gostaria de morar com a avó e tia, pois se sente muito amparada na casa delas. Em conversa com a mãe de E, essa confirma toda a angústia da filha e se diz culpada porque deixou que a situação chegasse a esseextremo. Foi ela mesma após ser alertada por uma amiga, que achou que deveria acompanhar e está mais próxima da filha nesse momento.
Nas sessões que se seguiram E., demonstra uma autoconfiança maior e agora se sente bem, sempre acompanhada da mãe e gosta dessa companhia. Relatou que na primeira vez que foi ao Plantão, já percebera mudanças, pois depois da sessão, elas, mãe e filha, foram ao shoppinglanchar e que se sentiu muito bem.
Evidencia também que a mãe está mais atenta a ela inclusive retomando alguns comportamentos que fazia anteriormente, por exemplo, preparar o café da manhã antes de sair para a escola, passeios, forma de falar mais delicadamente e afetiva nas preocupações com aquilo que lhe é pertinente.
Avaliação Psicodinâmica: Na crise o indivíduo percebe a situação comoalgo novo e vitalmente transformador. Simon (1989) propõe então a idéia de Crises por Perda e Crises por Aquisição, no conceito de que crise seria a redução ou a ampliação significativa do universo pessoal. Os sentimentos comuns: Crises por perda: Culpa e depressão (auto-recriminações e arrependimentos). Crises por aquisição: Insegurança, inferioridade e inadequação. Igualando os fatores de criseàs pressões internas ou externas extremas, o autor supõe que os sentimentos de intensa angústia, às vezes de pânico, que assaltam o sujeito em crise, não seriam devidos apenas à falta de solução para o novo, mas à projeção e identificação do novo com fantásticas ameaças provocadas pelas figuras aterrorizantes das camadas do inconsciente que emergem nestes estados de extrema tensão.
Pode-seaquilatar no caso de E, tratar-se de crise por perda significativa ou ameaça de perda, já que seu universo pessoal foi diminuído por se sentir rejeitada face o nascimento do irmão e não receber o afeto e atenção da mãe, refletindo na vergonha que sente de seu corpo atinente em sua magreza. No caso de E. E, diante de fortes sentimentos predominantes de depressão e culpa, há risco de auto-agressão,...
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