Psicologia da religiao

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 77 (19203 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 7 de fevereiro de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
."

o

Cf)

O
rO

G)

:t>

~

LEIA lAMBEM:

C
.
»
É

o

HOMEM PRODUTO DO 'ACASO ?

W. A.

Criswell

Refutoçõo bíblica à teoria do

evolucionismo.

.... .
"

I

O HOMEM NÃO SUBSISTE POR SI MESMO
A. C. Morrison
Estudos visando demonstrar aos filósofos
a existência de um Ser superior .

!.

EDiÇÕES JERP

.JERP

MERVAL ROSA
Professor de Psicologiada Religião no Seminário
Teológico Batista do Norte do Bras"

PSICOLOGIA DA

RELlGIAO

21 edição

1979

Edição da Junta de Educação Religiosa e Publicações
da Convenção Batista Brasileira
CASA PUBLICADORA BATISTA
Caixa Postal 320 Rio de Janeiro -

ZC 00
RJ

Todos os direitos reservados. Copyright @1979 daJUERP para a
língua portuguesa.

_.19
Ros·psl

Rosa, MervalPsIcologia da reUgIão. 2. edição. Rio de Janeiro, Junta
de Educação BeUgiou e PubUcações, Un9.
251p.

1. Psicologia da BeUgIão. I. Título.
CDD -

Capa de . 159.
1M

n hora que observava seu filhinho a brincar. Acidentalmente, a
criança afastou o ferrolho que segurava a pesada porta corrediça
na frente da lareira e havia iminente perigo de ser degolada. O
coração da mãe veio-lhe à boca e, nummomento, forma-se ao
redor de seu pescoço - a parte ameaçada da criança - um circulo eritematoso saliente, vergão esse que durou várias horas.
Baudouin apresenta casos de estígmação espontânea onde se fizeram observações em casos de traços esfigmográficos, nos quais a
circulação sangüínea foi diretamente controlada por auto-sugestão,
de modo que o corpo do sujeito recebe marcas semelhantes àsda
crucificação. A luz dêsses exemplos, Spinks chega à seguinte conclusão:

"Tais exemplos abonam o ponto de vista de que estigmas podem ser eventos reais, e que não são necessariamente o resultado de personalidades mórbidas. Sua
ocorrência de modo nenhum deve ser interpretada como
prova irrefutável de espiritualidade. Não se pode negar,
entretanto, que alguns desses fenômenos psíeotísícossão
de fato o resultado de morbidez; alguns são sinais de
insanidade incipiente e todos devem algo ao temperamento das pessoas em que eles acontecem. Além do
mais, o conteúdo píctoríal das visões místícas é grandemente determinado pelas crenças teológicas daqueles que
as têm. Nenhum budista jamais teve uma visão da
Virgem Maria, e São Benedito nunca teve uma visão
da deusa Kwan-Yin. A razãoé que essas visões teologicamente artístteas não são em si mesmas uma experiência real: são apenas meios pelos quais o real elemento na experiência reveste-se de formas apropriadas
às lealdades religiosas de cada místico. A realidade a
que se refere é de maior importância do que sua representação pictorial ou os fenômenos psícoüsíeos que
acompanham a fé daquele que a experimenta." 10
O sexo étambém um fator psicológico na experiência mistica.
Sabe-se, por exemplo, que Madame Guyon e Santa Catarina de
Gênova foram infelizes no matrimônio. Sua experiência mistica
tende a revelar o elemento de frustração produzido por essa natural
insatisfação. Dizer, porém, que há um elemento sexual na experiência mistica não é o mesmo que reduzir Sua significação ou sua
autenticidade. O que talafirmação significa é simplesmente que é
natural que as condições fisicas do místíco se reflitam na sua atividade psíquíca, e as energias sexuais podem expressar-se das mais
variadas formas, incluindo atos altamente criativos, de grande beleza e de profunda significação para a vida.
Finalmente, diz Clark, há na experiência místíca o desejo infantil de segurança e de fuga. Essa é uma interpretaçãomarcadamente freudiana, com a qual obviamente não concordamos, porque
10. G. Stepheris Spinks, op. cit., pâg , 161.

191

é por demais generalizadora. Essa interpretação da experiência mística é amplamente desenvolvida no livro de Ostow e Scharfstein,
The Need to Believe, que é um bom representante da interpretação
psicanalltica dos fenômenos religiosos. Conforme essa interpretação, o...
tracking img