Psicologia: abordagem centrada na pessoa.

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  • Publicado : 5 de agosto de 2012
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Psicologia/3º Semestre
Professor: João Vitor Moreira Maia
Disciplina: Fenomenologia e Humanismo II

Trabalho: Abordagem Centrada na Pessoa

Lenise Fernandes Silva

Ubajara- Ce

“[...] Quando se encontra a pessoa que é a chave de tudo, a ‘resposta’, ‘esse é meu guru’, etc., essa é a hora de afastá-lo dessa posição [...]”.
(Rogers, 1979, p.118).

“A experiência mostrou-me que as pessoas têmfundamentalmente uma orientação positiva”
(Rogers, 1991, p.38).
Segundo Moreira em seu livro De Carl Rogers a Merleau-Ponty, o surgimento da abordagem humanista foi em meados do século XX, em que ela propõe-se a combater os supostos intelectualismos da psicanálise e o mecanicismo do behaviorismo, postulando uma visão globalizante do ser humano que enfatiza a vivência das emoções. Entretanto, a partirda preocupação prioritária com a experiência, a teorização ficou freqüentemente em segundo plano, fato pelo qual as abordagens psicoterápicas humanistas têm sido acusadas de ter como metodologia somente a subjetividade e a intuição. Interpretações errôneas da ênfase na vivência, associadas à ações irresponsáveis de profissionais que não possuem uma preparação necessária, acabam que fomentandoalgumas dessas acusações, disse Moreira.
Inserindo-se na corrente da Psicologia Humanista, a Abordagem Centrada na Pessoa desenvolve-se a partir da década de 40 nos Estados Unidos da América. Como reação às práticas e aos modelos teóricos que então dominavam a Psicologia e a psicoterapia (Comportamentalismo e Psicanálise), Carl Rogers (1902-1987) traz para a psicoterapia uma diferente perspectiva doHomem e, consequentemente, uma forma diversa de encarar a pessoa que pede ajuda e a relação terapeuta/cliente – uma abordagem não-diretiva da relação terapêutica.

Os autores da abordagem humanista despreocuparam-se do fundamento teórico-filosófico de seus pensamentos, argumentando serem abordagens experienciais, o que vem ser associado ao “fetiche da vivencia” (Darwin, 1985), relacionado comexplicações pouco sérias em nome da psicoterapia humanista. (Moreira,2012). Surgida em meados do século XX, a fenomenologia e o existencialismos produziram um efeito importante no pensamento psicológico europeu, nos anos 50 e 60 houve aproximações fenomenológicas e existenciais aos problemas psicológicos, usando então o termo da fenomenologia psicológica, para referir-se à fenomenologia como um métodoaplicado aos problemas de natureza psicológica, e como um procedimento especifico para explorar a consciência. Os dados fenomenais, como pensamentos e imagens seriam aceitos e descritos tal como são experiênciados, sem nenhum pressuposto ou transformação. O conhecimento passado e tendências teóricas devem ser mantidas “entre parênteses”, para possibilitar a visão pura do mundo fenomenal (Moreira2007). Ainda em (Moreira 2007) é apresentado por Boris (1987), alguns aspectos que dão bases à fenomenologia existencial, são: a ênfase na vivencia do presente, a valorização dos sentimentos, a refutação de explicações causais, uma visão holística do homem, a respeito à pessoa, o reconhecimento da totalidade e da unicidade do outro; a ênfase na relação humana como forma de crescimento, entreoutros. Tendo isso por base, posso comentar que para Boris a experiência das emoções é o que conta, mesmo assim, não podemos reduzir o homem apenas como experiência. O ser humano também é uma relação, uma relação com o outro, dizia Boris.
Na busca por uma fundamentação para abordagens psicoterápicas humanistas, dentre elas a ACP (que mais a frente vou comentar) e a Gestalt-Terapia, buscou-se asfilosofias de Buber, Nietzsche e Merleau-Ponty. Em seu livro Eu-Tu, afirma a existência de duas formas de ser no mundo, que se alteram durante a existência humana, que são as atitudes Eu-tu e Eu-isso. Essas não são dois modelos diferentes de homem, mas duas posturas presentes em todos nós, em nossa relação com o outro, com o mundo e as coisas. A atitude Eu-Tu é onde o homem integra-se totalmente com o...
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