Psico oncologia

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UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas

Psico-Oncologia

…Social

Agradecimentos

Os nossos mais sinceros agradecimentos, aos entrevistados Cláudia Neves e Lucinda Almeida pelo tempo disponibilizado e pela coragem de darem a conhecer os seus casos. Sabemos que certamente terá sido difícil falar sobre tal.
Agradecemostambém à Doutora Eva Neves pelo seu apoio incondicional e ajuda fundamental por nos ter facultado os seus manuais de formação.

Índice
Agradecimentos | 2 |
Índice | 3 |
Introdução | 4 |
O Cancro | 5 |
Mitos da Oncologia | 5 |
Breve Contexto Histórico da Psico-Oncologia | 6 |
Temáticas de estudo e intervenção | 7 |
O Papel do Psico-Oncologico | 7 |
Reações Psicológicas | 8 |Ciclo Psico-Oncologico – CONHECER E INTERVIR | 9 |
Reações esperadas e dificuldades inesperadas no período Pré-Operatório, Operatório e Pós-Operatório | 10 |
A Dor | 11 |
Cuidados Paliativos | 12 |
Alta hospitalar e estatuto de sobrevivente | 13 |
A Luta Social contra o cancro | 14 |
A vulnerabilidade do CANCRO | 16 |
Entrevistados | 18 |
Reflexões Individuais | 24 |
Conclusão |30 |
Bibliografia | 31 |

Introdução

Para a Unidade Curricular de Psicologia Social decidimos investigar o tema da Psico-Oncologia e as repercussões que pode ter a nível social.
Nos dias de hoje, infelizmente, por um lado, é recorrente falar-se da doença cancerígena mas, por outro, os especialistas já contam com uma vasta experiência (devido aos muitos casos existentes) tanto a nívelmédico como psicológico, ou seja, é possível afirmar que cada vez morrem menos pessoas de cancro devido aos progressos da medicina.
“Houve um tempo em que o cancro era inevitavelmente fatal”. Isto fez com que desenvolvessem medos por parte das pessoas relativamente à doença em questão, como por exemplo o medo da morte, imaginada como inevitável.
Hoje em dia sabemos que o diagnóstico precoce e aadequada intervenção imediata podem mesmo curar um cancro. No nosso ponto de vista, é importante que as pessoas estejam informadas sobre o que é, de facto, o cancro, e que este não trás necessariamente a morte, a dor ou o sofrimento.
Como se poderá observar ao longo de toda a nossa pesquisa, o cancro não é apenas uma doença como qualquer outra que se cura facilmente com alguns medicamentos. Quandose fala em oncologia, o sofrimento psíquico está muito presente. “Este sofrimento não se restringe apenas aos doentes mas aos seus familiares, amigos, colegas e até à equipa de saúde responsável pelo tratamento”.

“A educação para o sofrimento, evitaria senti-lo, em relação a casos que não o merecem”.
Andrade, Carlos Drummond de



O Cancro…

“Não há um cancro, massim vários cancros” afirmou Gérard Pacaud. Em todos os casos um cancro tem origem em perturbações das células ou até de um pequeno grupo de células do organismo que adquirem propriedades particulares e que, desse modo, vão ser incompatíveis com as outras células do organismo.
Num primeiro momento, a célula vai multiplicar-se sem limites, tornando-se insensível ao controlo normalmente exercidopelas células contíguas. Por conseguinte, num segundo momento, a célula vai começar a crescer e a desenvolver-se de forma anárquica, em todas as direções, para invadir os tecidos e órgãos circundantes perturbando, assim, o seu normal funcionamento. Por fim, esta acumulação torna-se um tumor que poderá ou não ser detectável à palpação e algumas células cancerosas podem então separar-se para ir, porvia sanguínea, colonizar à distância outros órgãos e implantar novos tumores designados por “metástases”.
Estatisticamente, sabe-se que os homens têm 50% de probabilidade de ter um tumor ao longo da sua vida, caso vivam mais de 60 anos. Já nas mulheres essa probabilidade é de 33%. Um em cada dois homens e uma em cada três mulheres morrerá com cancro.

Mitos da Oncologia

Existem vários...
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