Prostata

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Curso EFA – Educação e Formação de Adultos (secundário)

Ano lectivo 2010/2011

STC – SOCIEDADE TECNOLOGIA E CIÊNCIA

Unidade de competência 3: Saúde

RA : Contexto Macro-estrutural

Competências a adquirir – Prevenir adequadamente patologias em função da evolução das realidades sociais, cientificas e tecnológicas.

Formadora:

Turma –

Elaborado por:



Cancro da Próstata.Diagnóstico e tratamento. Novas perspectivas.
O cancro da próstata é hoje um importante problema de saúde pública. É o  segundo cancro mais frequentemente diagnosticado no homem actualmente, tratando-se da 4ª causa de morte por cancro no homem, nos países ocidentais, entre os quais Portugal. Embora não haja números concretos em relação ao nosso País, sabemos que, só nos EUA, por exemplo,morreram 28900 homens por cancro da próstata em 2003. Em 2005 foram diagnosticados no mesmo país 230110 homens com cancro da próstata, número que ascenderá a 380000 em 2025. O risco de a um homem ocidental ser diagnosticado um cancro da próstata ao longo da vida é de 16,6%. No espaço europeu morrem, por dia, 247 homens devido a esta patologia. Os estudos demonstram que a incidência do cancro da próstatatem vindo a aumentar nas últimas décadas. As causas não são claras e, se bem que as estratégias mais agressivas de diagnóstico precoce possam, em parte, justificar este aumento, não são de excluir outras causas associadas à alimentação, ao estilo de vida, ou ao meio ambiente
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A incidência do cancro da próstata aumenta com a idade, ou seja não é uma doença do homem jovem. Contudo, tem-seassistido ao aparecimento desta neoplasia em idades cada vez mais precoces. A maioria das guidelines ainda aconselha um rastreio anual a partir dos 50 anos, ou dos 45 anos no caso de grupos de risco elevado, como os indivíduos de raça negra ou aqueles com familiares de 1º grau com história de cancro da próstata. Contudo, é crescente o número de casos abaixo dos 50 anos, pelo que muitos urologistasaconselham uma consulta regular a partir dos 40 anos.
Continuamos a desconhecer as causas deste tipo de cancro. O nosso conhecimento é incompleto quanto aos factores de risco. Para além da idade e da história familiar, outros factores parecem ser importantes. Na verdade o risco de desenvolvimento de cancro da próstata parece variar de população para população, sendo muito mais frequente nos paísesocidentais como os EUA, Canadá, e a Europa do que, por exemplo, nos países asiáticos. Por outro, lado o risco é maior nos indivíduos de raça negra.
DIAGNÓSTICO
Geralmente o cancro da próstata desenvolve-se sem qualquer sintoma só se manifestando numa fase muito avançada (disseminada), já sem possibilidade de cura. Ao contrário do que a maioria das pessoas julga, raramente ocorrem sintomasurinários numa fase inicial. Na verdade, hoje em dia, 80% dos casos são diagnosticados por exames médicos de rotina realizados em indivíduos aparentemente saudáveis, sem quaisquer queixas Daí a importância do diagnóstico precoce, ou seja numa fase de doença localizada à próstata, ainda sem sintomas, mas curável.
O diagnóstico é sugerido pela alteração de um dos seguintes exames: toque rectal, doseamentosanguíneo do PSA (antigénio específico da próstata) e ecografia prostática trans-rectal. O toque rectal é um exame muito fácil e simples, que consiste na palpação prostática digital (com o dedo), por via anal, o que pode fornecer importantes informações acerca do volume, consistência e limites prostáticos. Lamentavelmente alguns homens ainda atrasam a sua ida ao urologista com medo deste exame. OPSA é uma substância produzida pela próstata normal, mas cujos valores sanguíneos se elevam quando há doenças prostáticas, particularmente no caso de cancro da próstata. É importante salientar que uma elevação do PSA não significa necessariamente a existência de um cancro da próstata, embora seja necessário exclui-lo. A elevação do PSA ocorre em média até cinco anos antes da detecção de...
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