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  • Publicado : 9 de julho de 2012
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Vitaminas são componentes essenciais para o corpo. Logo, a corrida por elas é boa. Certo? Não é bem assim. A demanda por vitaminas está fazendo muitas pessoas jogar dinheiro fora. E colocando outras em risco. De morte.
Antes de tudo, que fique claro: na dose certa, as vitaminas não oferecem perigo. São 13 substâncias batizadas com letras, A, B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9, B12, C, D, E e K. O grupofoi batizado com letras pelo bioquímico polonês Kazimiers Funk em 1912. Ele acreditava que essas substâncias tinham todas a mesma constituição, seriam formadas por uma "amina", nome que se dá a um composto químico que tem o nitrogênio como base. Como eram essenciais para a vida, Funk decidiu juntar o termo "vital", do latim, ao "amina", vitamina. Mais tarde, descobriu-se que as substâncias tinhamcomposições diferentes, mas o conceito ficou. Para ser membro do grupo, é preciso preencher certos critérios. Primeiro: vitaminas são substâncias não produzidas pelo corpo e, portanto, retiradas de fontes externas. Segundo: estão presentes na comida. Terceiro: são necessárias para o funcionamento do corpo.
Veja a vitamina A, por exemplo, encontrada em alimentos como ovos, cenouras e algunsqueijos, ela é responsável pela regeneração de um pigmento da retina chamado rodopsina, responsável pela nossa visão em locais com pouca luz. Quem tem carência dessa vitamina tem cegueira noturna, que é a dificuldade de enxergar em lugares mais escuros. Se passamos dessa quantidade exata de que o corpo precisa, dá problema. É como se tivéssemos tomado um “porre de vitaminas”.
Só a alimentação já ésuficiente para preencher a nossa cota diária de vitaminas. O difícil é manter uma dieta que equilibre a necessidade de todas as 13 vitaminas. É possível, mas na prática nem sempre conseguimos planejar as refeições. É para acabar com essa carência que existem os suplementos vitamínicos. Eles são indicados por médicos a gente que comprovadamente tem menos vitaminas no corpo do que o necessário - poralimentação precária ou problemas de absorção dos nutrientes .
Mas tem também o pessoal que compra vitaminas sem prescrição ou doença. "As pessoas acreditam que precisam tomar mais vitaminas para se sentir melhor e proteger a saúde", diz o professor de nutrologia da Unifesp, Fábio Ancona Lopes. Essa crença começou com o conselho de alguém de respeito. Na década de 1960, o químico Linus Pauling,vencedor de dois Prêmios Nobel, defendeu a idéia de que vitaminas poderiam prevenir contra doenças como câncer, problemas cardíacos e até mesmo o envelhecimento. Em 1970, ele lançou o livro A Vitamina C e o Resfriado Comum, no qual apresentou a idéia de que a vitamina C evitaria resfriado. Foi assim que a atenção recaiu sobre os suplementos vitamínicos, que já eram comercializados em farmácias desde1930, quando as vitaminas começaram a ser sintetizadas artificialmente.
É o que acontece quando alguém tem deficiência de uma vitamina específica e recorre a algum complexo . Se você precisa só de vitamina D, não adianta muito tomar um comprimido que também tem as vitaminas B2 e B5, por exemplo - elas serão eliminadas pelo corpo.
Desde a década de 1980: mulheres que tomaram doses altas devitamina B6 para aliviar os sintomas da TPM tiveram problemas nos nervos - sentiam falta de sensibilidade nos pés e nas mãos e dificuldade nos reflexos, segundo um estudo feito pela médica britânica Katharina Dalton. Quando o tratamento com vitaminas foi suspenso, os sintomas sumiram.
O resultado de outro estudo foi ainda mais assustador: mostrou um índice de mortalidade maior entre quem se tratavacom vitaminas. Na comparação entre gente que tomava suplementos e gente que não tomava, morria mais gente no grupo que tomava. Em média, 5% mais gente, de acordo com a Universidade de Copenhague, na Dinamarca, que analisou o resultado de 67 pesquisas sobre o assunto. No total, 232 mil pessoas foram acompanhadas nesses estudos, ao longo de 3 anos, em média. Os participantes tomavam vitaminas A, C e...
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