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Projeto de intervenção serviços social
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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
SERVIÇO SOCIAL

RODRIGO FERREIRA ALVES











Os impactos do trabalho com grupos de famílias no Caps de pirapora-mg























Pirapora - MG
2012

rodrigo ferreira alves











Os impactos do trabalho com grupos de famílias no Caps depirapora-mg











Trabalho apresentado ao Curso de Serviço Social da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para as disciplinas de Estatística e Indicadores Sociais, Metodologia da Pesquisa Científica, Processo do Trabalho e Serviço Social e Oficina de Formação – Tecnologia da Informação.


Profª. Heleanara ReginaSampaio, Edna Braun, Amanda Bozza e Rodrigo Zambon.













Pirapora - MG

2012

1. APRESENTAÇÃO

O histórico do tratamento e acompanhamento da saúde mental no Brasil revela o longo caminho percorrido para que hoje estivéssemos passando por uma Reforma Psiquiátrica que visa acolher e tratar os portadores de sofrimento mental garantindo-lhes o máximo possível dedignidade humana, cidadania e participação social.
Embora haja um avanço significativo no atendimento a essa demanda clínica (sobretudo em decorrência da luta antimanicomial), há um despreparo cultural da sociedade para lidar com as necessidades e particularidades do comportamento dos portadores de sofrimento mental. Os CAPS – Centro de Atenção Psicossocial representam um papel fundamentaldentro da rede de atendimento a essa demanda na perspectiva da mudança de paradigmas com relação ao usuário dos serviços. O atendimento multidisciplinar aos usuários revela essa mudança de paradigmas e a construção de uma abordagem mais sistêmica aos portadores de sofrimento mental. Dentro dessa equipe multidisciplinar o assistente social exerce funções de extrema importância junto ao usuário,junto à rede de atendimento, junto à comunidade e junto à família.
Para a famíla, aprender a lidar com as questões de relacionamento, aceitação, adaptação, tratamento, cidadania e a inserção social do parente portador de sofrimento mental é uma tarefa que requer apoio, esclarecimentos e orientações técnicas quanto ao tipo de enfermidade, à garantia de direitos e da gignidade humana do paciente.Para a família esse processo é, em muitos casos, desgastante, gerador de conflitos e de sofrimento durante o convívio diário com o portador de sofrimento mental e entre os próprios familiares. Por isso, deve-se prever uma forma de abordagem e atenção a essas famílias como forma de amenizar sua fragilização diante desse contexto.
Durante o período de estágio no CAPS – Centro deAtenção Psicosocial de Pirapora-MG presenciei a implantação do trabalho com Grupo de Famílias dos usuários daquele serviço, sendo este um dos principais instrumentos de intervenção do Assistente Social da instituição. O trabalho desenvolvido pela assistente social com o ampoio da equipe médica (psicólogo e psiquiquiátra) reúne as famílias dos pacientes para compartilhar dúvidas, angústias, aflições,expectativas e buscar, juntas, se fortalecer para o enfrentamento das questões individuais que representam uma luta coletiva para a transformação de preconceitos e quebra de paradigmas sobre a Saúde Mental como um todo.
Nesses encontros mensais, onde os participantes expõem suas angústias e compartilham as dificuldades enfrentadas, cada um se fortalece e se espelha nos exemplos de outraspessoas que passam por situações diferentes da sua. Perceber que há muitas formas diferentes de encarar essas dificuldades e que se tem um espaço para ouvir e falar sobre o assunto tem sido, pelo que pude observar, um alento para os familiares que compartilham com o Grupo de Famílias do CAPS. Nesse momento de ‘desabafo’ e de escuta o assistente social que direciona os encontros tem a oportunidade de...
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