Projeto de pesquisa cultura popular e literatura

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  • Publicado : 16 de março de 2012
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A memória coletiva faz parte das grandes questões das sociedades desenvolvidas e das sociedades em via de desenvolvimento, das classes dominantes e das classes dominadas, lutando, todas, pelo poder ou pela vida, pela sobrevivência e pela promoção.


Devemos trabalhar de forma que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens.

JacquesLe Goff


O AUTOR
Jacques Le Goff, destacado historiador medievalista ligado a Escola dos Annales, autor de vasta produção historiográfica, foi responsável pela Escola dos Annales em sua terceira geração na década de 1970.

A OBRA
Ela é dividida em 10 capítulos e foi lançada em 1988. No prefácio o autor produz um estudo aprofundado sobre a história, exclamando se a história tem sentido ouse existe sentido nela. A história, portanto, é erudita, sendo também entendida como uma prática social e conseguiu, ao seu modo, passar as limitações da transmissão oral. A atual história é uma filosofia da história e também a história do homem. O documento é monumento e cabe ao historiador respeitar sua especificidade. O calendário, por exemplo, é uma forma de a sociedade domesticar o temponatural, ligado a cultura e dialoga com as ciências da natureza e vida. O autor fala de eventos do século 20, como o fracasso do marxismo, fascismo, nazismo, as duas guerras mundiais e a bomba atômica, a renovação da ciência histórica (Escola dos Annales), e o terceiro mundo com sua nova história.

HISTÓRIA
O estudo da história começou na hegemonia européia. O autor apresenta o argumento de algunsintelectuais[1], e afirma que ela é renovação e crise, presente e passado, parte do presente no passado, além de poder ser divididas em duas: a história da memória coletiva e a dos historiadores. O documento é um texto e por isso um discurso, e por esse viés o autor afirma que o documento, o monumento e os textos nunca são puros. A objetividade do historiador não é somente uma omissão aos fatos,pois se ele possui gostos pessoais, seu trabalho deve ser guiado por critérios científicos, tanto que a filosofia da história é uma reflexão critica da prática historiográfica. A história pode ser conto, mas, ao mesmo tempo ela é poética, científica e filosófica e gênero literário (mas não literatura), ela possui seu método dedutivo[2], ela possui uma face sinistra e misteriosa (ao tocar emassuntos como morte e sofrimento). Segundo o autor, Karl Marx não formulou leis gerais na história e aponta também a questão da problemática das revoluções. Nem o passado ou a memória é puramente história, mas seu objeto de pesquisa e as fontes, nem mais objetivas ou históricas, pois a própria história é uma ciência e depende do saber adquirido profissionalmente. O autor destaca que sente muito prazer emler romances históricos bem feitos. Conforme a época de produção do livro, a história era feita principalmente no mundo ocidental, comunista e no terceiro mundo. A historiografia segundo aponta Le Goff, nasceu de uma seita da Grécia antiga e os historiadores antigos possuíam muitos documentos, como listas reais da Babilônia e Egito, em uma época que a ideia de civilização era a própria ideia dehistória. Na antiguidade surgem obras de cunho da filosofia da história, como De Civitate Dei[3] e Muqaddina[4], considerando a história como uma ciência nobre. No cristianismo o tempo é o da liturgia, cronologia e linear. A história ficou a parte da revolução científica dos séculos 17 e 18, mas o século 19 foi importante a ela, pois encontrará uma base nas universidades e arquivos dos novosestados; na Prússia, por exemplo, era considerado um grande centro da história, como atestado por Leopold van Ranke:
Atribui-se a história a função de julgar o passado e instruir o presente para ser útil ao futuro; minha tentativa não pretende ter tão gigantescas funções, mas apenas mostrar como as coisas se deram realmente[5].

Em várias regiões a história assumia diferente formas: Na China só era...
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