Projeto conto e encato o gato de botas

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  • Publicado : 31 de outubro de 2011
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  Um gato travesso com toda a gataria calçou bota e foi ao rei levar presentes certo dia. Seu dono era bem pobre. Só tinha um belo olhar e um belo porte.Mas o Gato de Botas transformou sua vida e sua sorte. Há muito tempo, um velho moleiro, que tinha trabalhado a vida inteira, chamou seus três filhos e distribuiu entre eles tudo o que possuía. Entregou omoinho ao mais velho, deu o burro para o segundo e para o terceiro, que era o caçula, sobrou só o gato.Quando os três filhos ficaram sozinhos, o mais velho combinou viver e trabalhar junto com o segundo irmão.Ele podia fazer farinha no moinho e o outro iria vendê-la na cidade, com o burro. Mas o caçula, que só tinha um gato, era melhor que fosse embora com ele, pois para nada servia.O caçula ficoumuito triste, mas concordou:- Vocês tem razão. O mais que posso fazer com um gato é comer uns bifes e usar a pele para um gorro.Depois fez sua trouxa e pôs-se a caminho, levando o gato. Não sabia para onde ir. Andou durante muito tempo . . . Quando se cansou, sentou-se num tronco caído, para pensar.    - Meu amo! Poderei ser-lhe mais útil vivo que morto. Arranje-me um par de botas para andar nobosque e um saco. Você vai ver do que eu sou capaz.O rapaz estranhou o pedido, mas arranjou as botas e o saco para o gato.- Quero só ver o que um gato pode fazer com isto - pensou.      O gato assim que recebeu o que pedira, saiu depressa, cantando alegremente.Enquanto caminhava em direção ao bosque, o gato ia fazendo seus planos. Seria difícil imaginar um gato mais esperto do que aquele.Seu dononunca poderia adivinhar o que ele pretendia fazer . . .       Chegando ao bosque, o gato pôs no chão o saco bem aberto e dentro jogou uns pedacinhos de pão.Depois deitou-se e ali perto, fechou os olhos e fingiu de morto. Dali a pouco uma lebre se aproximou e foi comer o pão. Entrou no saco e . . . zás! Num piscar de olho o gato puxou os cordões, fechando o saco, colocou-o ao ombro e correu ao paláciodo rei.    - Majestade, venho trazer-vos esta lebre, que meu amo e senhor, o Marquês de Carabá, caçou especialmente para vós.O rei agradeceu o presente e mandou o cozinheiro preparar a lebre para o jantar.Nos dias que se seguiram, o gato tornou a levar ao rei vários presentes do Marquês de Carabá: lebres, codornas, coelhos, faisões.     O gato chegava ao palácio e fazendo uma grande reverência,entregava ao rei a caça do dia:- Majestade, eis aqui duas perdizes, que vos envia meu amo, o marquês de Carabá!   O rei ficava encantado. Estava cada vez mais curioso para conhecer o Marquês de Carabá, que o presenteava tanto.Os próprios cortesãos perguntavam uns aos outros quem era o tal marquês.E o rei pensava:- Se é tão bonito quanto é bom caçador, se é tão rico como esplêndido senhor, da minhafilha eu lhe darei a mão e o amor!   23Um dia o gato soube que o rei ia dar um passeio de carruagem com a filha.Levou o amo até um lago que ficava perto da estrada por onde o rei deveria passar e quando a carruagem se aproximava, mandou o dono despir-se e entrar na água.- Mas, que é isso, gato? Você perdeu o juízo?- Depressa, meu amo, depressa! Faça o que lhe digo e não se arrependerá!   O rapaznão teve outro jeito senão obedecer. Tirou a roupa e pulou para dentro da água.A carruagem do rei já estava perto e o gato começou a gritar:- Socorro! Meu amo está se afogando! Socorro, Majestade!    O rei ordenou que parasse e que seus guardas tirassem o marquês de dentro do rio. O gato agradeceu ao rei e disse:- O pobre marquês . . . foi atirado ao rio por dois bandidos . . . que lhe roubaram.O reientão a um de seus servos que corresse ao palácio e trouxesse o traje mais bonito de seu guardaroupa.O furto da roupa era mais uma invenção do gato. É claro que o Marquês de Carabá não poderia apresentar-se vestido com as roupas pobres de um moleiro . . .  Quando o servo chegou com o belo traje do rei, o rapaz vestiu-se e aproximou-se da carruagem. Inclinou-se numa reverência e agradeceu ao...
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