Projeto colaborativo - projeto v.e.r.

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Aplicação ao Caso: O Projeto V.E.R.



De acordo com Fonseca (2010), a percepção do ambiente a nossa volta, embora seja complementada por outros sentidos, é elaborada principalmente através da visão. Os deficientes visuais tendem a desenvolver seus outros sentidos como forma de tentar compensar a ausência ou a insuficiência da visão. Entretanto, a mobilidade e a autonomia normalmentesão comprometidas pela dificuldade de captar a estrutura do ambiente em movimento e a distancia.

“(...) a importância que a visão assume no processo de compreensão dos espaços e de orientação. Embora soe redundante, há que se considerar que, na ausência de uma visão perfeita, as pessoas têm dificuldade para perceber e se orientar no espaço, por causa da limitação dos outrossistemas sensoriais em obter informações tão rápidas e abrangentes como as fornecidas pela visão.“ (Fonseca 2010)

“(...) quando um dos sentidos enfraquece, os demais são fortalecidos, como no caso de deficientes visuais, que, para compensar sua falta de visão, potencializam o tato e a audição, tornando-os mais apurados do que nas pessoas que não possuem esse tipo de deficiência.”(Fonseca 2010 APUD SERRANO 2004)




O olho humano capta ininterruptamente estímulos luminosos do ambiente a sua volta e transmite essa informação ao cérebro, que a processa e cria a imagem que efetivamente “vemos”. O deficiente visual apresenta incapacidade ou dificuldade para captar essa informação, mas não necessariamente possuí disfunção para criar a imagem no cérebro. Esse princípiofoi descrito por Serrano (2004), como sendo duas fases distintas, a sensação e a interpretação.

“Ao abordar a mesma questão, Serrano (2004) coloca que a percepção se inicia pelos órgãos dos sentidos, quando da recepção de um estímulo que em seguida é enviado para o cérebro. Constitui um processo no qual um indivíduo seleciona, organiza e interpreta estímulos e que secaracteriza por duas fases distintas: a sensação e a interpretação” (Fonseca 2010 APUD SERRANO 2004)

A partir deste conceito e buscando a substituição da interface do cérebro com o meio externo, o engenheiro Gustavo Brancante criou, em 2001, o primeiro protótipo de um sistema que pretende funcionar como um “braile 3D”. (Fig. 0) O equipamento desenvolvido “escaneia” repetidamente o ambiente em queuma pessoa se encontra e transmite esta informação ao cérebro através de outro sentido, o tato, permitindo ao deficiente visual compreender, de maneira simplificada, a configuração do ambiente em que se encontra. ‘

Embora a superfície de contato que receberá os estímulos, a pele, seja bidimensional, a compreensão da imagem em 3 dimensões se dará por amostragem, de maneira análoga aofuncionamento da retina, conforme descrito por Gregory (1968).

“Nos Olhos, as imagens situam-se nas superfícies curvas das retinas, mas nada há de desorientador no fato de chamá-las de bidimensionais. Um aspecto notável do sistema visual é a capacidade de sintetizar as duas imagens um tanto diferentes numa única percepção de objetos sólidos existentes no espaço tridimensional.(Gregory 1968)

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Fig. 0. Princípio de reprodução de objetos em 3D pretendido




A utilização deste sistema é muito fácil, não compromete os outros sentidos e dispensa qualquer intervenção cirúrgica. A tecnologia envolvida é acessível e de baixo custo.

O primeiro protótipo foi montado sobre um capacete dotado de múltiplos sensores de ultra-som e atuadores táteis(Fig. 1). Os sensores fazem a detecção de superfícies ou elementos físicos e transmitem a informação aos atuadores, que estimulam o couro cabeludo através de uma pequena corrente elétrica. A região da cabeça que será estimulada varia conforme a posição do elemento detectado, desta forma o usuário poderá ter noção das distancias dos obstáculos á sua frente. O protótipo se mostrou funcional,...
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