Princesa isabel

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A mais-valia
[pic]Ver artigo principal: Mais-valia
O que faz o valor de uma mercadoria? Aqui está uma pergunta que instigou os economistas da Escola Clássica e que levou Marx a desenvolver o conceito da "mais-valia", que é descrita por Paul Singer no excerto abaixo:
|[pic] |Marx repensa o problema nos seguintes termos: cada capitalista divide seu capital em duas partes, uma paraadquirir |[pic] |
| |insumos (máquinas, matérias-primas) e outra para comprar força de trabalho; a primeira, chamada capital constante, | |
| |somente transfere o seu valor ao produto final; a segunda, chamada capital variável, ao utilizar o trabalho dos |— ' |
| |assalariados, adiciona um valor novo ao produto final. É este valor adicionado, que é maior que ocapital variável | |
| |(daí o nome "variável": ele se expande no processo de produção), que é repartido entre capitalista e trabalhador. O | |
| |capitalista entrega ao trabalhador uma parte do valor que este último produziu, sob forma de salário, e se apropria | |
| |do restante sob a forma de mais-valia| |


Na verdade, o trabalhador produz mais do que foi calculado, ou seja, a força de trabalho cria um valor superior ao estipulado inicialmente. Esse trabalho excedente não é pago ao trabalhador e serve para aumentar cada vez mais o capital. Insere-se neste ponto a questão da alienação - o produtor não se reconhece no que produz; o produto surge comoum poder separado do produtor. O produto surge então como algo separado, como uma realidade soberana – o fetichismo da mercadoria. Mas o que faz com que o homem não perceba? A resposta, de acordo com Marx, está na ideologia dominante, que procura sempre retardar e disfarçar as contradições politicamente. Portanto, a luta de classes só pode ter como objetivo a supressão dessa extorsão e ainstituição de uma sociedade na qual os produtores seriam senhores de sua produção.
Fica esclarecido, entretanto, que o que vai nos parágrafos antecedentes é a afirmação marxista sobre mais-valia. Há outros entendimentos sobre o valor das mercadorias, o trabalho, os investimentos e os riscos envolvidos em sua produção que divergem diametralmente deste entendimento e afirmam a inexistência da mais-valia talcomo descrita no marxismo.


Num apanhado sucinto, a concepção de mais-valia é dada através do valor do produto menos o salário paga ao operário. Nisso estão envolvidos, o adiantamento do trabalho ao capitalista, os gastos com os equipamentos e utensílios ligados à confecção do produto e o cálculo que do valor que a mercadoria terá no mercado. Não se deve confundir esta idéia com a de lucro,pois segundo o cientista, este é apenas parte da mais-valia, já que neste estão inseridos também os dinheiros envolvidos com o funcionamento do negócio, além de juros e outras implicações que a propriedade pode permitir. “Toda mais-valia – seja qual for a forma específica em que ela se cristalize (lucro, juros, rendas etc.) – é sempre, substancialmente, a materialização de tempo de trabalho nãopago” (KONDER, p.119, 1999).
É interessante notar que, contudo essa opinião a respeito do pensamento não é compartilhada por todos, e por vezes a abordagem é diferente, assim como a construção da conceituação. Numa troca, a mercadoria negociada por meio de dinheiro obtém certo valor, essa mercadoria obtida é despendida em nova venda obtendo-se outro tanto de dinheiro numa quantidade maior,conforme escreve Lênin: “É a este acréscimo do valor primitivo do dinheiro posto em circulação que Marx chama de mais-valia” (CATANI, p.27, 1995).
Como dito anteriormente, todo o momento e o próprio desenrolar das idéias desenvolvidas pelo revolucionário alemão são complexas e mesmo seus conceitos passam por variadas concepções. Primeiro pelo fenômeno histórico experimentado no século XIX.

É...
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