Pontes de mirande, nilkas luhmann

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  • Publicado : 29 de março de 2013
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Juristas e Cientistas - Sem disciplina racional. Apontam os fatos, opinam, discutem, criticam, propõe e refutam; mas não sabem, não são capazes de colher a folha do arbusto e explicar a famíliabotânica, a razão do precoce amarelecimento ou da escassez de flores. São como os ligadores de correntes elétricas, que, somente pelas ligar, se crêem eletricistas.
Não basta ao jurista o chamado sensojurídico. Não é cientista quem se contenta com o exercitar espontâneo e ingênuo da vocação . É preciso o método, a observação e a experiência, a educação psicológica indispensável para pesquisar averdade, ainda depois de firmada a opinião, e alimentar a dúvida, sempre que se trata de solução adquirida sem os seguros guias da análise científica.
Ao físico que pretende saber a temperatura de umcorpo dá-se o termômetro. Ao jurista, não. Há de saber por si, subjetivamente. E daí os erros. Sem o termômetro poderia aquele enganar-se e reputar por mais quente o mais frio e por mais frio o maisquente. As impressões humanas são falíveis, como a razão. O físico deu à ciência o instrumento: que o dêem ao Direito o sociólogo e o cientista do Direito.

Opinião e Ciência - Por mais rija e bemdirigida que seja a elaboração da "opinião", sem a frieza, que só a Ciência traz, o jurista não pode fiar-se do método empírico. Não é voluntariamente que obedecemos à regra moral, ainda quando de bom gradonos sujeitamos a ela, se é assim quanto ao princípio moral, mais razão há para o afirmarmos quanto à regra jurídica.
Não vamos até à negação de qualquer descobrimento no domínio jurídico, naJuristische Gesellschaft de Vienna, em 1907: " A alegria do homem que descobriu a pólvora ou a telegrafia sem fio não na tem o jurista; na ciência do direito não há invenção, ou, pelo menos, devia não haver.Somente mostra e descreve o que já se contém na vida, eficaz e criado na matéria jurídica". Ora, descobrir não é criar: o cientista não criou os fenômenos naturais, apenas os aproveitou, e não há...
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