Ponte de macarrao

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5. SISTEMA PETRÓLIFERO DA BACIA DO ESPÍRITO SANTOS  
A Bacia do Espírito Santo-Mucuri situa-se na
região costeira (20.000 km2) e na plataforma
continental (200.000 km2) do Estado do Espírito
Santo e porção sul da Bahia, tendo evoluído sobre
um complexo de terrenos ígneos e metamórficos pré-
cambrianos (Vieira et al., 1994). As indicações mais
antigas de processos distensivos mesozóicosativos
nessa área correspondem a diques de diabásio
jurássicos orientados a NW-SE, conhecidos como
Suíte Fundão. Esta fase precoce de magmatismo foi
sucedida por um episódio extrusivo de idade
neocomiana-barremiana, quando basaltos toleiíticos
e rochas vulcanoclásticas da Formação Cabiúnas
acumularam-se conjuntamente aos sedimentos iniciais
da fase rifte na bacia.
O pacote sedimentarsinrifte da Bacia do Espírito
Santo-Mucuri é conhecido como Formação Cricaré,
tendo espessura estimada em 5.000 m; corresponde
a conglomerados continentais, arenitos, coquinas e
dolomitos, associados a folhelhos ricos em carbono
orgânico. A seqüência acomodou-se em depressões
falhadas de orientação geral N-S a NE-SW, limitadas
por falhas normais sintéticas, e seu topo é definido
por umaimportante superfície de discordância, sobre
a qual se apoiam os sedimentos de natureza
transicional da Formação Mariricu, do Neoaptiano.
Esta unidade é formada por conglomerados, arenitos
grossos arcosianos e folhelhos (Membro Mucuri)
recobertos por um pacote de evaporitos e folhelhos
negros conhecidos como Membro Itaúnas.
O pacote correspondente à fase marinha aberta
na Bacia do EspíritoSanto-Mucuri constitui o Grupo
Barra Nova de idade albiana, e o Grupo Espírito
Santo, abrangendo o intervalo Cenomaniano ao
Recente. O primeiro consiste de arenitos grossos de
fácies marinha marginal (Formação São Mateus) que
grada para carbonatos no sentido do mar (Formação
Regência). O Grupo Espírito Santo é a clássica
seqüência de plataforma continental progradacional,
formada por uma fáciesarenosa proximal (Formação
Rio Doce) intercalada com carbonatos (Formação
Caravelas); o conjunto torna-se pelítico em seuE. J. Milani, J. A. S. L. Brandão, P. V. Zalán & L. A. P. Gamboa 369
Brazilian Journal of Geophysics, Vol. 18(3), 2000
contexto distal, junto ao talude e à bacia profunda
(Formação Urucutuca).
O Cenozóico assistiu ao importante episódio
magmático que definiu a FormaçãoAbrolhos,
impondo grandes rearranjos estruturais à bacia. Esta
unidade corresponde a rochas vulcânicas e
vulcaniclásticas sub-alcalinas a alcalinas que foram
extrudidas durante o intervalo Paleoceno-Eoceno (60-
40 Ma). Os corpos ígneos intercalam-se com os
sedimentos carbonáticos da Formação Caravelas e
com os folhelhos da Formação Urucutuca. A
acumulação de grandes volumes de magma naporção
externa da plataforma continental trouxe complicações
ao quadro convencional de halocinese mergulhoabaixo; ao alcançar esta barreira, o fluxo sedimentar
descendente construiu um padrão característico de
estruturas compressionais junto ao Complexo de
Abrolhos.

6. HISTORICO DE EXPLORAÇAO E PRODUÇÃO

. Esta monografia tem como finalidade apresentar as
repercussões econômicas,financeiras e ambientais no Espírito Santo, bem como
analisar as expectativas oriundas dessa unidade de exploração no sul do Estado,
sobretudo com o advento da camada do Pré-Sal. Logo, existirá uma compreensão dos
efeitos no plano econômico e a situação estratégica do Espírito Santo na produção de
petróleo.
Palavras-chave: Indústria Petrolífera; Petrobras; Sul Capixaba. LISTA DE MAPAS,TABELA, QUADRO E FIGURAS.
MAPAS:
MAPA 1: Áreas de Concessões no Brasil ............................................... .31
MAPA 2: Parque das Baleias no ES.... ..................................................... 33
MAPA 3: Visão geral dos projetos no sul capixaba .................................. 51
TABELA:
TABELA 1: Reservas de...
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