Plantas medicinais e crendices populares: a arruda e a guiné no imaginário popular paranaense

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA

PLANTAS MEDICINAIS E CRENDICES POPULARES: a arruda e a guiné no imaginário popular paranaense.
por
Gleidy Aparecida Lima Milani

Londrina
1997

PLANTAS MEDICINAIS E CRENDICES POPULARES: a arruda e a guiné no imaginário popular paranaense.
por
Gleidy Aparecida Lima Milani

Monografia apresentada ao Departamento de LetrasVernáculas e Clássicas como requisito para a conclusão do curso de Especialização em Língua Portuguesa, sob orientação da Profª. Dr.ª Vanderci de Andrade Aguilera.

LONDRINA - PARANÁ
1997

AGRADECIMENTOS:

Gostaria de agradecer apenas a “meus discos e livros e nada mais”. Mas não posso deixar de agradecer:
Às amigas FabianeCristina Altino e Flávia Adrianne Sant’Anna Cabral, pela força e pelas noites em claro;
Ao amigo José Aparecido Ferreira (Jerry), por agüentar meu nervosismo e me ajudar a relaxar quando estava tensa;
A minha orientadora, Profª Dr.ª Vanderci de Andrade Aguilera, por não me deixar desistir.

SUMÁRIO

introdução 2
1. A ARRUDA E ACIÊNCIA 6
2. A ARRUDA E O FOLCLORE 8
3. A ARRUDA E A CRENDICE 9
4. A ARRUDA E A GUINÉ 12
5. A ARRUDA E O ALPR 13
CONCLUSÃO 19
BIBLIOGRAFIA 20
ANEXOS
Anexo 1 - Tabela de escolaridade dos informantes do ALPR I
Anexo 2 - Respostas do ALPR IV
Anexo 3 -“Preparo e aplicação das plantas” XLI
Anexo 4 - Banhos XLVI

RESUMO

Essa monografia trata da utilização da arruda nas crendices e na medicina e tem, por finalidade, detectar o conhecimento empírico dos informantes entrevistados na elaboração do Atlas Lingüístico do Paraná - ALPR. A partir das transcrições dessas entrevistas, construiu-se ocorpus para análise das respostas à questão 098, com base na fitopatologia e no folclore. Termina por observar que, mesmo após tantos séculos, o homem ainda continua a fazer uso de recursos naturais.

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INTRODUÇÃO

A língua de uma civilização apresenta asmodalidades de língua escrita e falada. Essa última é o instrumento de comunicação cotidiana que, sem preocupação artística, tem a seu dispor os múltiplos recursos lingüísticos ou supra-segmentais da entonação, e extralingüísticos da mímica, englobados na situação em que se acham o falante e o ouvinte.
Por outro lado, tanto os sociolingüistas como os analistas do Discurso tomam como objeto de estudoa língua oral, espontânea e informal, cujos estudos se avolumaram a partir de 1980.
Todas as divergências entre a língua escrita e falada fazem com que ocorram mudanças que costumam desencadear-se na fala informal dos grupos. Essas mudanças, em dadas circunstâncias, alteram os campos semânticos e lexicais, criando novos sentidos e formando novas palavras.
O distanciamento entreessas duas faces da língua pode ser percebida, com maior incidência, em grupos sociais que, por algum motivo, estão longe de falantes utilizadores da escrita. Apesar disso, estes falantes conseguem perpetuar conceitos e transmitir ensinamentos. A falta da escrita, pois, não faz com que as informações fiquem desvinculadas.
O que se percebe é que em comunidades onde a oralidade prevalece, osconceitos são transmitidos verbalmente sem grandes alterações.
É o que se verifica com os informantes desta pesquisa. O homem do campo, devido a seu pouco contato com a língua escrita, transmite seus conhecimentos oralmente, perpetuando, dessa forma, as crenças através da interação com os demais membros da família.
Segundo Tarallo (1986), “a língua falada é o veículo lingüístico de...
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