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  • Publicado : 8 de abril de 2011
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A todo o momento tentamos traçar nosso próprio destino embora este insista em nos lembrar que não somos nós que o definimos.

“O destino é o que baralha as cartas, mas nós somos os que jogamos.”
William Shakespeare

1. Novidades
— Querida, deixe-me ajudá-la.
— Só preciso que abotoe os botões. — virei-me de costas para que a atendente da loja pudesse me ajudar.
— Pronto. Estão abotoados.Vire-se de frente para que eu possa vê-la melhor.
Assenti e me virei, ficando frente a frente com a meiga atendente da loja de vestidos.
— Está perfeito em você. — murmurou ela, levemente boquiaberta. — Não foi à toa que você tenha ficado quase o mês todo aqui na loja. — sorriu para mim. — Preciso chamar Janine para que ela veja sua própria criação.
Assenti mais uma vez. Não demorou muito paraJanine vir me ver. No instante que ela entrou no recinto, sua boca abriu-se em um “O” e de repente, senti-me envergonhada. Será que ela finalmente descobrira que passou o mês inteiro fazendo e consertando alguns detalhes do vestido só para descobrir agora que a mulher que o vestia estraga toda a beleza de sua criação?
Cabisbaixa, senti todo o sangue do corpo se concentrar em minhas bochechas. Eunão merecia aquele vestido de noiva. Eu não merecia estar noiva. Eu nem ao menos merecia o meu noivo.
— Sophie, levante a cabeça imediatamente! Aliás, só me falta você entrar na Igreja cabisbaixa. — repreendeu-me Janine — Você sabe que ficou perfeita neste vestido, não sabe? — perguntou-me docemente.
Eu não tinha me olhado no espelho ainda e mesmo estando com medo do que veria, deixei-me serlevada por Janine para perto do grande espelho da outra sala.
Enganei-me redondamente ao dizer que tinha um grande espelho lá. E agora me sentia chateada comigo mesma por nunca ter tentado ver como eu ficava dentro deste vestido de noiva.
A sala não era muito grande. Todas as paredes tinham espelhos, ou seja, não tinha nem como comprovar que ali atrás dos espelhos tinha uma parede concreta. Janineme levou até o centro da sala e logo saiu, deixando-me apreciar melhor a beleza da moça que me olhava.
Ela era linda. Usava um vestido branco tomara-que-caia que parecia de princesa. As sandálias brancas mal apareciam e eu sabia que por baixo daquele monte de tecido, ela usaria uma cinta-liga branca acompanhada por um lingerie sexy da mesma cor. Parecia um sonho, mas não era. Eu estava noiva eneste exato momento estava experimentando o meu vestido com o qual entraria na Igreja três semanas mais tarde.
Sempre sonhara em conhecer um príncipe, casar-me com ele e ter um final feliz. Mas agora que estava perto do meu sonho se tornar real, eu sentia-me infeliz. Talvez fosse pelo fato de eu não merecer um príncipe, ou então pelo meu noivo ser muita areia para o meu pobre caminhãozinho.
Chrissempre me repreendera por dizer essas coisas, mas agora, sozinha, eu não via como poderia estar errada. Eu era uma plebéia e ele era um príncipe. Éramos opostos e um relacionamento assim nunca daria certo.
Sempre soubera que fora muita sorte o fato de temos nos encontrado. Eu estava em uma festa acompanhando uma amiga, sentindo-me deslocada. Todos lá eram tão imponentes com suas vestes,magníficos ao esbanjar tanta sabedoria e eu me sentia como uma intrusa. Christopher se aproximou de mim e me disse que também não agüentava aquelas festas chatas da alta sociedade Londrina. E foi assim que nos conhecemos. O herdeiro inglês de uma enorme fortuna tendo compaixão de uma pobre jovem americana.
Não posso dizer que não o amo, pois estaria mentindo. Como eu aguentaria três anos de namoro com oChristopher se não estivesse apaixonada por ele? Não que ele seja uma pessoa ruim, ao contrário, ele é maravilhoso, carinhoso, amável. Porém não posso dizer a mesma coisa da sua família.
Mariah Jenkins, mãe de Christopher, mal me olha nos olhos e Richard Jenkins, pai de Chris, parece que faz questão de me lembrar que eu sou uma intrusa em sua família. Bem, não é muito confortável nem saudável...
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