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E.B.I DIOGO LOPES DE SEQUEIRA |





Trabalho realizado por:
Ana Barbosa nº1, 6ºA


Alandroal, Abril de 2009





Introdução 3

P.I.D.E4

Principais prisões 5

O que estudava um P.I.D.E. 6


“Caça às tipografias” 6


Métodos/Formas de Tortura 7


Conclusão 8


Bibliografia 9


Anexos 10






No âmbito da disciplina de História e Geografia de Portugal realizei este trabalho que tem como titulo “A P.I.D.E”.
Comecei por falar no Estado Novo, quefoi governado pelo Dr. António Oliveira Salazar, que criou diversos organismos de Estado com o fim de controlar ou eliminar as manifestações de opinião e impedir a organização de forças políticas que se lhe opunham.
Um dos mecanismos de controlo que limitava o direito de reunião, expressão e organização de políticas, foi a Policia Política, instituição secreta durante a Ditadura.Inicialmente a primeira organização policial do Estado Novo foi a P.V.D.E (Policia de Vigilância e Defesa do Estado), mas no contexto da II Guerra Mundial, sofreu modificações e o regime, obrigado a acompanhar as democracias vencedoras, promoveu uma reforma do aparelho policial. Traduziu-se numalargamento das atribuições da força da vigilância e repressão política, transformando a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado em Polícia Internacional e de Defesa do Estado (P.I.D.E.).
Esta designação permaneceu durante vinte e quatro anos, desde 1945 até 1969.
Em 1954 verificou-se um reforço dos serviços e do quadro de pessoal, quando a competência da PIDE se estendeu às colónias.
Em1961 sucede o mesmo ocorrido de 1954 (o reforço do quadro do pessoal), devido ao começo da Guerra Colonial.
O quadro do pessoal da PIDE em 1969,era bastante vasto: em serviço no continente e ilhas existiam 1192 PIDE’s, nas colónias e no território nacional permaneciam 3207 PIDE’s.
A PIDE prendia todos aqueles que se manifestavam contra o regime, por vezes, apenas necessitavam de denúnciaspara desconfiar das pessoas independentemente de serem inocentes ou culpados.
A PIDE exercia essencialmente duas funções: a função administrativa e a função de repressão.
A recolha de informação efectuada pela PIDE utilizava diversos instrumentos: uma rede policial, a acção vigilante das autoridades administrativas, a cooperação de outras entidades e diversas prisões e campos penaisprivativos.
Com a destituição de Salazar e com a tomada de posse do poder de Marcelo Caetano, a polícia volta de novo a ter grande ênfase, pois o objectivo dele era reformular o regime, tornando-o livre, o que não se verificou na prática.
Em 1969 a PIDE foi destituída e foi formada a DGS, mas apesar de o nome ter mudado as funções da PIDE continuaram bem como o medo e a repressão. Apesar dasmodificações, pouco mudou no desempenho da polícia política ao longo da sua existência.




Na memória estão presentes o nome dos presídios de Aljube, Forte de Caxias e de Peniche, as prisões privativas em Lisboa e Porto e o campo de concentração do Tarrafal. Existiam também presídios nas colónias e nos Açores.
Os prisioneiros eram proibidos de saudar, comunicar e atéolhar para companheiros de casernas vizinhas. Viam apenas a luz do dia durante uma hora acompanhados por soldados da GNR e estavam sujeitos a todo o tipo de maus tratos físicos, nomeadamente pontapés, espancamentos com cacetes e castigos medievais no Calejão (casarão escuro, cujas paredes escorriam água e era atravessado por um cano de esgoto) e na Poterna (buraco sem luz e ar e do tecto pingava...
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