Pen drive

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“O remédio mais usado em medicina é o próprio medico, o qual como os demais medicamentos precisa ser conhecido em sua posologia, efeitos colaterais e toxidade.”(Balint, 1975)

Pen Drive
Por: Patrícia Franconere
(São Paulo)
2012


A historia se passa em São Paulo, numa tarde chuvosa de verão.

Trilha sonora:

Tell me once again (Light Reflections)
Sempre não é todo dia (Zizi Possi)Cenário:
Estacionamento de um shopping.
Duas portas de vidro da entrada do shopping.

Uma do lado direito do palco e outra no lado esquerdo. Sobre as portas um letreiro com o nome:
Sky Shopping Bulevar.

Um automóvel, onde acontecerá a maior parte das cenas. Esse automóvel tem que estar de frente para a platéia. A frente do automóvel ficará fechada até que as personagens entrem.Quando estiverem dentro do veículo a frente terá que ficar aberta para que a platéia possa ver a movimentação no Interior.

Os raios e trovões – representam o conflito interior da personagem Carolina.
A chuva – representa a purificação/mudança de vida
O carro – representa a personalidade hermética de Carolina.

Personagens:

Julio Cesar – Médico de sessenta e dois anos. Inteligente, alegre ebem humorado. Tem cabelos grisalhos, é clássico e elegante. Veste calça jeans, camisa de alfaiataria. Está carregando uma pequena sacola de uma grife qualquer de jóias.

Carolina – Mulher de quarenta e poucos anos. É triste e fala pouco. Tem aproximadamente um metro e sessenta, cabelos e olhos claros. Veste calça jeans, sapato fechado vermelho de salto e uma camisa de algodão branca de mangaslongas.Usa uma bolsa estilo carteiro transpassada no peito e um pen drive pendurado no pescoço preso por um cordão .

Primeiro Ato
Cena um

Sons característicos de murmurinho de shopping. Sobrepondo esses sons, passos femininos apressados em off que representam o estado de ansiedade de Carolina.

Abrem-se as portas de vidro do lado esquerdo do palco. Carolina sai em direção ao carro. Estáventando muito e ouvem-se trovões a todo o momento, mas ainda não chove. Toca o celular que está dentro da bolsa. Carolina para olha o número no visor, revira os olhos como quem não quer atender, mas atende.

Os mesmos sons característicos de murmurinho de shopping. Sobrepondo esses sons passos lentos masculinos em off que representam a calma e a serenidade de Júlio César.

Júlio Cesar sai pelaporta de vidro do lado direito do palco. Ele caminha na direção do estacionamento. Ao ver Carolina ele a reconhece esboça um sorriso e passa observá-la. A atração que sente por ela fica evidente.

Carolina (no celular) – Fala!

Carolina começa a chorar compulsivamente. Ela desliga o aparelho coloca dentro da bolsa e sai apressada em direção ao carro.

Dentro do veículo Carolina apóia acabeça no volante e continua a chorar.

Julio César observa a cena. Em seguida caminha até o carro e bate no vidro do motorista.

Júlio César (preocupado) – Ta tudo bem com você?

Carolina ignora.

Júlio Cesar – Posso fazer alguma coisa pra te ajudar?

Carolina olha, mas não dá importância.

Júlio César – Abre, por favor!

Carolina seca as lágrimas com as mãos.

Júlio Cesar da à volta,abre a porta do passageiro e entra.
Nesse momento a parte frontal do carro é aberta para que o público veja o que acontece no seu interior.

Cena Dois
Dentro do carro

Júlio Cesar – (comenta enquanto entrega um lenço). Parece que você está tendo um dia difícil.
Carolina - (enxugando as lágrimas com o lenço oferecido) É...Um pouco.
Julio César – Eu vi quando você atendeu o celular... Foialguma notícia ruim?Alguém doente?

Carolina volta a chorar.

Julio Cesar – Por favor, não fique assim. Minha intenção não foi prolongar o seu sofrimento.

Carolina (com a voz embargada) – Eu sei.

Silêncio

Julio Cesar – Às vezes existir dói.

Silêncio

Julio Cesar – Eu tava indo pro carro quando vi você... Você é a Carolina não é?
Carolina – Sou.
Julio Cesar – Eu a reconheci...
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