Pelatorio clinico

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  • Publicado : 4 de dezembro de 2011
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1. INTROUÇÃO

É sabido que a educação, do ponto de vista social, é a ação que as gerações adultas exercem sobre as gerações jovens, orientando sua conduta, por meio da transmissão do conjunto de conhecimentos, normas, valores, crenças, usos e costumes aceitos pelo grupo social.
A escola ao longo dos anos tem procurado desenvolver seu papel de agenciadora de cidadãos que exercem suacidadania com responsabilidade, caráter e competência; seja na política, na família, na religião, ou seja, no contexto social onde estar inserido o indivíduo.
Para que haja educação de qualidade que venha fazer a diferença entre as futuras gerações é necessário que políticas públicas estejam investindo na capacitação de profissionais qualificando-os para a prática docente.
O termo “dificuldade deaprendizagem” começou a ser usado na década de 60 e até hoje na maioria das vezes - é confundido por pais e professores como uma simples desatenção em sala de aula ou “espírito bagunceiro” dos jovens. Mas a dificuldade de aprendizagem refere-se a um distúrbio - que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais - que pode afetar qualquer área do desempenho escolar.
Napsicopedagógia clinica é estudada a aprendizagem normal e patológica tanto com um sentido preventivo como terapêutico, sendo investigado o significado, das causas e a modalidade de aprendizagem do sujeito com intervenções realizadas a partir de uma metodologia clínica - no intuito de ressignificar o processo/ou sanar as dificuldades. Com um olhar focalizado na história do sujeito, trabalhar sobre ascausas a partir da identificação dos sintomas.
Na maioria dos casos é o professor o primeiro a identificar que o jovem está com alguma dificuldade, mas os pais e demais membros da família devem ficar atentos ao desenvolvimento e ao comportamento deste jovem. Segundo especialistas, jovem com dificuldades de aprendizagem podem apresentar desde cedo um maior atraso no desenvolvimento da fala e dosmovimentos do que o considerado “normal”. Falar de dificuldades de aprendizagem é algo corriqueiro e comum tanto nas escolas como nas clínicas de acompanhamento psicopedagógico. O número de qualificações e nomenclaturas para justificar/explicar um jovem que não aprende é crescente e termos como distúrbios, desordens, déficits, entre tantos outros, são facilmente utilizados. Embora a própria definiçãodo termo dificuldades de aprendizagem seja conceitualmente confusa e variável entre diferentes autores. É sempre bom lembrar que as qualificações usuais caminham sempre para “uma culpabilização da não aprendizagem”, que recai, na grande maioria das vezes, nos próprios alunos. A necessidade de se considerar o não aprender como um processo, no qual inúmeros fatores estão atuando, deve recair sobretodos os profissionais que acabam sendo envolvidos numa situação de aprendizagem, entre eles: professores, psicopedagogos, fonoaudiólogos, neurologistas etc. Todavia, aos docentes cabe um papel fundamental e primordial, qual seja, o de sempre repensar as experiências didáticas que estão sendo oferecidas aos sujeitos que não aprendem e, sobretudo, considerar quais foram as reais chances de interaçãoe de construção dos objetos de conhecimento que essas crianças tiveram.
Sabe-se que hoje,mais do que nunca, com a universalização do ensino, enfrentamos uma grande diversidade, pois recebemos alunos de vários ambientes e classes sociais, isso gera dificuldade para a escola desenvolver a aquisição do conhecimento a todos, respeitando seu ritmo e sua potencialidade.
O principal fundamento dasreflexões e análises sobre as dificuldades de aprendizagem está repousado na falta de formação do aluno e este problema muitas vezes não é apenas do educando, ou em seu ambiente, portanto devemos estar atentos ao seu meio cultural, familiar, escolar e principalmente na metodologia.
Este processo só costuma tornar-se mais evidente, aparte do ensino formal, portanto, a alfabetização é um processo de...
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