Resumos dos livros: a diversidade cultural como pratica na educaçao e educaçaõ de jovens e adultos

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FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA
BRUNA LIDIANE RODRIGUES

RESUMO DAS OBRAS: - A Diversidade Cultural como prática na educação
- Educação de Jovens e Adultos

SANTA CRUZ DO SUL
2011
A Diversidade Cultural como prática na educação

A obra A diversidade cultural como prática na educação, de Fátima e Silva de Freitas, aborda várias situaçõesrelacionadas à cultura, a questões étnicas e à educação, procurando discutir e minimizar as dificuldades enfrentadas pelos educadores ao administrar as diferenças em sala de aula. Os temas foram organizados em quatro capítulos, culminando, cada um deles, com sugestões de filmes, livros e textos, atividades de autoavaliação, além de questões para reflexão e para atividades práticas.
O primeirocapítulo, A cultura como forma de ver o mundo, viver a vida e olhar o “outro”, inicia definindo cultura como o jeito de ser, o modo de vida, envolvendo o conjunto de valores, regras e princípios de um determinado povo. A maioria das práticas que molda a cultura é transmitida de geração em geração e, ao mesmo tempo que impõe regras aos indivíduos, também permite que mudanças ocorram e novos códigos sejamcriados. Em outras palavras, “a cultura marca, identifica e dá parâmetros de comportamento que são interiorizados ao longo da nossa existência”(p.22), porém as relações sociais podem alterar tudo isso.
Além disso, é preciso considerar que existem culturas muito diferentes da nossa, como a dos indianos, dos ciganos e dos árabes, por exemplo, que tanta curiosidade geram a quem não pertence a elas.O conhecimento e a reflexão sobre essas, e outras, diferentes culturas desenvolvem a capacidade das pessoas de refletir e de entender a sua própria cultura. Essa comparação entre os povos, seus hábitos e costumes não significa que uma cultura seja melhor ou pior que a outra.
Apesar disso, deve-se considerar que já “houve momentos em que, mesmo do ponto de vista científico, acreditou-se quehaveria uma escala evolutiva para as sociedades humanas”(p.24). O evolucionismo social foi uma das primeiras correntes de pensamento que tentou entender as diferenças entre as sociedades humanas. Ele surgiu a partir do século XIX, e diferente do evolucionismo biológico, tomou alguns conceitos da biologia para aplicar nas ciências sociais. Só que, com essas ideias, alguns líderes mundiais acabaramutilizando os valores do evolucionismo social para justificar verdadeiras atrocidades contra determinadas raças, consideradas inferiores naquela época.
O pensamento de que alguma cultura possa ser considerada inferior a outra é fator que gera preconceito, baseado na ideia de que determinado povo “não tem cultura”. Felizmente, os estudos nesse sentido já avançaram a ponto de hoje se considerarem essasideias inconcebíveis, acreditando então que é preciso respeitar a diversidade cultural, e entender cultura como uma forma, não só de viver, mas também de olhar o mundo e os outros seres humanos sem discriminação ou pré-julgamentos.
Considerando a cultura, sob um aspecto antropológico, podemos defini-la “como uma espécie de lente através da qual olhamos o mundo à nossa volta”(p.27). O importanterealmente é conseguirmos viver a diversidade no nosso dia a dia, respeitando maneiras de viver diferentes da nossa. Nesse ponto, os educadores, de modo geral, devem estar sempre atentos para não se omitirem em situações em que essas diferenças não estejam sendo respeitadas. Precisamos fazer com que se entenda que todas as culturas têm suas características particulares e que todas são importantes,sem que se considere isso um problema.
No segundo capítulo, Etnicidade, relativismo cultural e escola, a autora se propõe a analisar algumas formas que a diversidade pode apresentar, como as questões do relativismo cultural, dos grupos étnicos e da identidade cultural.
Além disso, são abordados conceitos que facilitam que a escola se torne um espaço mais crítico em relação à questão da...
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