Pedagogia institucional e nao directividade

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  • Publicado : 16 de outubro de 2012
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Introdução
O presente trabalho traz a luz uma série de recolha de textos, que visa sobre tudo esclarecer ao tema Pedagogia institucional e não directividade.
Neste âmbito, esta temática foi desenvolvida em três capítulos para melhor compreensão. Desta feita, o primeiro capítulo retrata a pedagogia institucional que possui uma dupla significação. As práticas da dinâmica dos grupos e apsicanálise inspiram as pedagogias institucionais.
Volta e meia contesta a instituição imposta pelo exterior e demonstra a possibilidade de um poder instituidor. Já o segundo faz menção as tendências não directivas.
Terceiro e ultimo, os pressupostos, e formas de formação que nos vão ajudar na compreensão desta temática.

CAPITULO-I PEDAGOGIA INSTITUCIONAL
1.1. Fundamentação teórica
Paraalém da rejeição das pedagogias tradicionais e da aprovação crítica de novos métodos, as praticas da dinâmica dos grupos e a psicanálise inspiram as pedagogias institucionais.
Na primeira etapa, beneficiam a escola com os conhecimentos da psicoterapia institucional: o efeito de qualquer tratamento psicoterapêutico é determinado pelas modalidades de organização do estabelecimento onde é operadoe, consequentemente depende da <<instituição>> de um meio apropriado.
As primeiras tentativas –Aida Vasquez e F.Ouri—pensam instituir um meio favorável ao desenvolvimento da criança ao pregar uma cultura psicanalítica para decifrar o inconsciente presente no grupo – classe(actos falhados, palavras, silencio). A partir de 1967,as abordagens psicossociológicas levam de vencida asreferências psicanalíticas. A pedagogia institucional em Labrot apoia-se numa crítica da instituição em geral, da instituição escolar particular, neste última, as exigências administrativas, a pressão dos pais e o desinteresse dos alunos pelo trabalho ocultam uma <<tripla angustia—em relação aos pais, à administração, às crianças>>. O verdadeiro obstáculo ao exercício educativo é originárioda relação autoritária que faz com que o aluno tenha vontade de aprender. Para eliminar este obstáculo, presente na experiencia do aluno é visivelmente o papel do professor, Labrot introduz o principio da autogestão.
Este empreende duas noções emprestadas e modificadas: a ideia de Roger de falta de objectividade (concebida mais como atitude do que como técnica) e a dacooperação (mas ao ultrapassar o modelo da relação entre duas ou varias pessoas). Postas em pratica, atingem a << a emergência de novas instituições que designaremos como instituição de classe>>.
A pedagogia institucional possui uma dupla significação. Contesta a instituição imposta pelo exterior e demonstra a possibilidade de um poder instituidor. Leva os indivíduos a << aquestionar a sociedade total através de um funcionamento que teria feiro sorrir os observadores externos>>. Cria uma psicologia simultaneamente autónoma e revolucionária. Dai a tendência para fazer da autogestão um instrumento politico, tendência que alimenta, por um lado, a problemática da instituição (analise institucional) e, por outro, a aplicação da autogestão noutros domínios que nãona escola (associações, empresas, estabelecimentos de cuidados, animação cultural, etc.) em vez de criar sindicatos ou partidos novos, bastaria <<introduzir onde se possa a autogestão pedagógica a fim de educar a população e obter indivíduos autónomos, afim de inventar novos modelos de funcionamento dos grupos, adequados ao ser humano, afim de suscitar uma opinião a favor de um novohumanismo>>. Este papel de transformação social e sobre tudo defendido por G. Lapassede e R. Lourau.
Por outro lado, não se deve confundir pedagogia institucional e pedagogia Rogeriana, embora utilizem frequentemente os mesmos métodos. As metas são muito diferentes. Lapassade (1971), define a relação entre a análise institucional e métodos activos desta maneira:
A autogestão significa...
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