Partidos politicos

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“Partidos Políticos” Fernando Farelo Lopes
Introdução Modelo teórico: mecanismo que fornece instrumentos para a compreensão de determinados fenómenos. Marcadamente abstractos, levam à construção de tiposideais. (no caso dos partidos): 1. Partido de quadros 2. Partido de massas (divide-se entre os clássicos – socialismo e democracia cristã – e os totalitários – leninismo e fascismo) 3. Catch-allparty 4. Partido profissional-eleitoral 5. Partido-cartel Cada modelo de partido conta com um período favorável de emergência própria e de partidos simétricos. Salienta-se no entanto que é possível que existam partidos que consigam sobreviver para além do contexto de emergência Probabilidades de Mair e Bartolini quanto à comparação de partidos: 1. Desenvolvimento linear: partidos enquantohomogéneos, independentemente dos diferentes contextos de aplicação (há uma sucessão de modelos para situações específicas) 2. Partidos enquanto reflexo das estruturas (actualmente todos os partidos notam a fragmentação ou a queda da participação eleitora, por exemplo) 3. Importância do factor genético dos partidos, com o contexto do seu desenvolvimento a pesar bastante em tempos vindouros Subunidades ater em conta para o estudo dos partidos: 1. Objectivos, ideais, causas, bases sociais de apoio 2. Actividades ou funções que os partidos exercem 3. Desenvolvimento organizativo, expansão do partido em termos de membros/estruturas 4. Articulação dos órgãos, maneira de as comunidades base do partido estão ligadas entre si 5. Poder, elites e bases, relações de poder internas e perfil das elites 6.Consistência organizativa, ligada à força dos partigos Perspectivas teóricas Abordagens principais na produção académica acerca dos partidos políticos: Concorrência eleitoral: defende que a única coisa relevante em termos estruturais é a própria concorrência eleitoral, respondendo os partidos às exigências feitas pela mesma. Institucional: admite a existência de várias instituições pertinentes para oestudo dos fenómenos políticos. ESTAS DUAS ABORDAGENS PARTILHAM A NOÇÃO DE QUE OS FACTORES SOCIAIS NÃO SÃO OS MAIS RELEVANTES PARA ESTUDAR FENÓMENOS POLÍTICOS DUVERGER: vê os fenómenos políticos enquanto cíclicos, com contextos de emergência e contextos de decadência, tendo previsto o auge dos partidos de massas no tempo moderno. Críticas a Duverger:

CHARLOT: desafia a noção de organizaçãoenquanto variável mais importante no estudo do político e salienta a visão unidimensional da história que Duverger adopta. AUTOR: os partidos de massas não vingam na actualidade, não se notando sequer o “contágio da esquerda” sobre tudo o resto, ascendendo em seu lugar o tipo de partidos que Duverger pensava estar condenados à decadência (tipologia partidária americana). Salienta-se que nos temposactuais, esse tipo de partidos são os únicos capazes de sobreviver porque são os mais flexíveis, conseguindo arrecadar o dinheiro necessário junto a grupos de interesse que são necessários para financiar campanhas e promover o seu trabalho. OTTO KIRCHHEIMER: faz notar a emergência do catch-all party, que tem como principal característica uma separação da sociedade civil, aparecendo como mediadorentre esta e o Estado, tentando influenciar o Estado do exterior enquanto dentro desse tenta produzir resultados face aos inputs que a sociedade civil produziu (tudo em perspectiva curto prazo) PANEBIANCO sugere que a transformação dos partidos de massa em catchall parties não derivou de uma heterogeneização completa da base eleitoral que permitisse ao partido representar a totalidade da sociedade.SCHWARTZENBERG: salienta em Kirchheimer o mesmo problema que Charlot encontra em Duverger, nomeadamente a unidimensionalidade histórica que a sua visão acusa pela aparente ciclicidade da transformação dos partidos políticos ALLUN: critica Kirchheimer na medida em que este terá apresentado o desenvolvimento do catch-all party enquanto modelo europeu quando na verdade se aplicava especialmente bem...
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