Paideia

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“FATORES QUE COMPÕEM O CENÁRIO GREGO QUE POSSIBILITOU O NASCIMENTO DA FILOSOFIA NO OCIDENTE, POR VOLTA DO SÉCULO 6º A.C., ENTRE OS GREGOS.”









CURITIBA
SETEMBRO - 2012








“FATORES QUE COMPÕEM O CENÁRIO GREGO QUE POSSIBILITOU O NASCIMENTO DA FILOSOFIA NO OCIDENTE, POR VOLTA DO SÉCULO 6º A.C., ENTRE OS GREGOS.”







CURITIBA
SETEMBRO - 2012

PRÁTICACentro Universitário Claretiano
Curso: Licenciatura em Filosofia
Disciplina: Paideia: Tópicos de Filosofia e Educação
Título do Projeto: “Fatores que compõem o cenário grego que possibilitou o nascimento da Filosofia no Ocidente, por volta do século 6º a.C., entre os gregos.”
Data início do Projeto: 01 de setembro de 2012.
Data término do Projeto: 26 de setembro de 2012.1 - INTRODUÇÃO
A princípio, o Período Homérico (XII a.C. – VIII a.C.) ficou conhecido pela formação das chamadas comunidades gentílicas. Estas consistiam em pequenas unidades agrícolas autossuficientes, nas quais todas as riquezas eram produzidas de forma coletiva. À frente desse grupo tínhamos o pater, uma espécie de patriarca que determinava a organização das açõesadministrativas, judiciárias e religiosas a serem desempenhadas por todos que compartilhavam aquele mesmo espaço.
Em período relativamente curto, o desenvolvimento das comunidades gentílicas era baseado em atividades agrícolas e na exploração coletiva das terras, resultou em um incremento populacional que acabou abrindo caminho para diversas disputas pelo controle das terras cultiváveis.
Ospoemas homéricos eram transmitidos oralmente, os versos da Ilíada e da Odisséia foram cantados pelos aedos e pelos poetas, geração após geração, reproduzindo os valores fundamentais para aquela comunidade.












2 - DESENVOLVIMENTO
Destituído de liberdade plena e de autonomia para tomar as decisões pessoais, o homem da sociedade gentílica tinha a vida norteada pela crença nareligião doméstica – pelo pater poder que a representava –, e pela necessidade de manutenção da coletividade imposta pela tradição familiar, para a sobrevivência da comunidade. Era essa existência coletiva socialmente determinada no interior da família gentílica que gerava uma consciência baseada na dependência do homem para com todos os seus pares com vista a manter a sobrevivência de todo o clã. Aofato de a justiça ser parte integrante da crença do seu grupo na orientação creditada à fé na religião doméstica.
Para a manutenção desta noção de justiça baseada na orientação religiosa era necessária uma relação consensual entre os integrantes da comunidade.
As relações sociais dentro de cada génos eram regidas por códigos de normas internas, ligados aos ritos e prescrições litúrgicas, osquais estavam de acordo com o que era estabelecido pela crença na religião doméstica e passavam a constituir também uma disposição legislativa.
As leis internas tinham um caráter divino. Motivos das “leis não escritas” – que segundo os preceitos da religião doméstica eram promulgados pelos deuses – que vigoraram na sociedade gentílica até o surgimento dos primeiros códigos das “leis escritas” – quesurgiram após a invenção da escrita – constituírem coisa sagrada para o homem grego, como já mencionado anteriormente.
Para a religião doméstica, não existiam normas, nem rituais comuns a todas as famílias. Cada grupo familiar tinha suas cerimônias, seus ritos e cantos sagrados, suas orações particulares para o seu deus, e acreditava que esse deus era o seu protetor exclusivo.
O sistema gentílicoestava fadado a durar pouco. O genos começou a enfrentar dificuldades de mão-de-obra suplementar, de produtos que só podiam ser cultivados em certos tipos de solo.
A transformação devia-se a dois fatores. A produção não crescia proporcionalmente à população, devido às técnicas rudimentares, advindo então a queda da renda familiar, provocando descontentamento. O genos passou a dividir-se em...
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