Os classicos da politica

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  • Publicado : 1 de abril de 2013
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UNIDADE 1- Introdução às Relações Internacionais
Texto: Nível 1

TEXTO: RELAÇÕES INTERNACIONAIS COMO ÁREA DE ESTUDO
Como ocorre em todas as demais Ciências Sociais, parte dos estudiosos das Relações Internacionais está permanentemente envolvida na reflexão epistemológica sobre a definição do seu objeto de estudo, num exercício absolutamente necessário , uma vez que a realidade está empermanente mutação.
A dinâmica das relações internacionais, constantemente determinando o surgimento de novos atores e a abertura da discussão de novas questões internacionais, representa contínuo desafio à capacidade analítica das teorias estabelecidas. Daí a razão porque se apresenta, como absolutamente necessária, a tarefa de rever os pressupostos e os instrumentos conceituais da disciplina, pois,do êxito dela, depende o avanço da ciência e a conseqüente elevação do nível de conhecimento sobre a realidade estudada. E o principal desafio que se oferece àqueles que se dedicam a esse trabalho, é justamente responder, com precisão, à seguinte pergunta: o que é a realidade das relações internacionais?
Todos aqueles que têm investido nessa reflexão sabem o quanto uma resposta categórica edefinitiva a essa pergunta é difícil. Difícil, antes de tudo, em virtude da imaterialidade do objeto que se deseja conhecer. Ao contrário do que é comum no âmbito das ciências naturais, as relações internacionais não tem existência física; elas são, por assim dizer, uma abstração; uma vez que só existe como produto do pensamento. Desse modo, por não constituir em uma realidade sensível, suadefinição acaba por ser arbitrária, tendo em vista que, cada qual se julga capaz de determinar, com maior correção, os contornos das relações internacionais como objeto de conhecimento.
Convém, no entanto, ter cautela. Afirmar que a definição de relações internacionais,como objeto de conhecimento, é arbitrária, não significa dizer que ela é aleatória. A definição é arbitrária, porque o objeto não seauto-evidencia. Ele requer que se o destaque e o separe de tudo o mais que o cerca e possa, com ele, se confundir. Nesse aspecto, a situação do estudioso das relações internacionais não é confortável como a do biólogo dedicado ao estudo dos seres marinhos: este não precisa dispender muito esforço para apresentar o peixe como seu objeto de conhecimento. Porque, apesar dessa denominação ter- lhe sidoatribuída pelos homens e não por eles próprios, os peixes são imediatamente reconhecidos, sem suscitar controvérsias. Por mais que o tamanho, a forma e a cor possam variar, o fato é que as características básicas identificadoras do animal como peixe, estão sempre evidentes.
Por outro lado, a definição das relações internacionais como objeto de estudo não é aleatória porque, independentemente daorientação seguida, alguns elementos característicos impõem-se como obrigatórios a qualquer uma das definições que venha a ser elaborada. Por essa razão, elas guardam muitas semelhanças entre si e, no mais das vezes, apresentam distinções sutis. Por exemplo, por mais ampla e inclusivamente que se queira definir o objeto das relações internacionais, não há como deixar de considerar as relaçõespolíticas entre os Estados como seu componente importante. Entretanto, a afirmação que o cidadão comum, não investido de qualquer função oficial de seu Estado, possa ser ator das relações internacionais, já não goza mais da mesma aceitação entre as linhas teóricas que compõem o universo da disciplina.
Essas variadas definições da realidade das relações internacionais podem ser sintetizadas em doisgrandes grupos: o primeiro deles é aquele cujas definições compreendem os fenômenos paz e guerra; armas nucleares e desarmamento; imperialismo e nacionalismo; as relações assimétricas entre sociedades ricas e sociedades pobres; preservação do meio ambiente; combate ao narcotráfico; combate ao terrorismo internacional; defesa dos direitos humanos; influência das instituições religiosas;...
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